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VOLTA DA COBRANÇA DE IMPOSTOS SUBIU O VALOR DA GASOLINA NO PARANÁ

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Os dados constam em comunicado do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Derivados de Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e Lojas de Conveniência (Paranapetro), divulgado à imprensa nesta quarta-feira (31). 

Para esta quinta-feira, 01 de junho, a expectativa é para a mudança no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que passará a ser cobrado com uma alíquota fixa de R$ 1,22 por litro. Antes, o imposto era calculado em uma porcentagem do preço, que variava de 17% a 23%, a depender do estado. 

No Paraná, segundo a entidade, isso vai refletir num acréscimo de R$ 0,22 no preço base da gasolina. Especialista em ciências econômicas explica a variação de preços

Já em 1° de julho, outro aumento já está programado. O Governo Federal vai retomar a tributação com alíquota cheia do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a gasolina.

Desta forma, o novo aumento previsto no combustível será de R$ 0,34.

“Como se trata de imposto, a tendência é que as distribuidoras façam o repasse de forma imediata aos postos”, destaca o Paranapetro.

Entenda a mudança nos preços de gasolina, etanol e diesel

Com o anúncio da Petrobras sobre o fim da paridade de preços – do petróleo e dos combustíveis derivados, como gasolina e diesel – com o dólar e o mercado internacional. Os preços dos combustíveis já estão menores em alguns postos de gasolina, pois sem o mecanismo automático, em vigor desde 2016, não há necessidade de seguir a tendência internacional nos preços e as variações dos valores já iniciaram.

O especialista Marcos José Valle que é professor no curso de Bacharelado em Ciências Econômicas na Escola Superior de Gestão, Comunicação e Negócios da Uninter explica o modelo e as mudanças, a partir de agora, nos preços dos combustíveis.

“O anúncio recente da Petrobras com relação a abandonar o modelo de paridade de preço internacional traz algumas mudanças no cenário econômico nacional. Principalmente, em relação ao preço praticado na bomba, que vai para o consumidor final e que impacta os produtos, serviços e toda a cadeia de distribuição nacional”

O professor explica que o sistema anterior levava em consideração uma simulação de um preço que eventualmente seria praticado no país se nós não fôssemos produtores de petróleo.

Neste caso, segundo Marcos, é preciso considerar a taxa de câmbio, que se torna mais cara no momento em que a moeda está desvalorizada. “Os custos do transporte + o seguro desse transporte e o valor que está sendo praticado internacionalmente”, diz.

“A gente simulava uma situação de um cenário que seria o pior possível para precificar o combustível na bomba. Mudando isso e passando a levar em consideração a nossa realidade imediata tem esse efeito do preço baixar”, explica

Outra dinâmica

O especialista destaca que agora a Petrobras passa a operar com outra dinâmica em relação aos custos de oportunidade e até para fins de exportação. “Uma política de preços, muito mais próxima do que a gente tem na nossa economia e de uma dinâmica de mercado mesmo, sem intervenção”.

Na visão do professor, isso traz benefícios para a economia nacional. No entanto, os acionistas devem ficar insatisfeitos já que o lucro extraordinário que estava sendo praticado dava uma maior rentabilidade. “A Petrobras ainda vai continuar tendo uma ótima rentabilidade, mas vai trabalhar com lucro real e não mais um lucro extraordinário”, comenta.

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