Uma crise familiar teria sido o motivo do incêndio que matou Julia Lavandoski Deda com 32 anos e Ana Isabelly Deda, de 6 anos. Conforme o relato de moradores, a situação da família era conturbada. Nesta quinta-feira (27), após uma discussão com o marido, tudo isso aconteceu.
Julia teria colocado fogo na própria casa matando ela e a filha de apenas 6 anos. Para a Banda B, uma amiga da família que preferiu não se identificar, informou que a mulher teve uma discussão com o marido, pegou as duas filhas e falou que iria morrer para não incomodar mais ele, além de matar as duas filhas. Mas ele não acreditou. A filha mais velha do casal, de 10 anos, não quis ir com a mãe, porém a mais nova aceitou.
Segundo vizinhos, a criança pedia socorro e implorava pela vida no momento das chamas. Os portões da casa estavam fechados, o que impossibilitou a ajuda de populares.
Vizinhos relataram que, momentos antes da tragédia, a mulher havia passado na casa de um conhecido, entregado álbuns de fotos da família e pedido que orassem por todos. Ela teria dito que a família estava “indo embora dali”, sem dar mais explicações.
A mulher também havia deixado uma mensagem de despedida em um status de WhatsApp, com a mensagem: “Os mortos recebem mais flores do que os vivos, porque o remorso é mais forte que a gratidão.”
“Já está sendo instaurado o inquérito policial hoje mesmo. Tudo leva a crer, realmente, que foi homicídio e suicídio pela própria mãe, em desfavor da filha. A investigação aqui falou com a família e parece que ela já estava planejando o ato mesmo. Infelizmente, a gente não ficou sabendo há tempo, né, e não conseguiu ajudar na situação, e uma situação muito lamentável mesmo”, informou a delegada Maiara Kasmirski.
O caso será investigado pela delegacia de Rio Negro, que pertence a 3ª Subdivisão Policial de São Mateus do Sul.
Corpo de mãe e filha foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba. Após liberados, serão velados no pavilhão da igreja do Emboque, interior de São Mateus do Sul.
O tombamento de um caminhão registrado na tarde desta quarta-feira (21) comprometeu o tráfego na BR-277, na região da Serra do Mar, em Morretes. A ocorrência foi atendida no quilômetro 31 da rodovia, no sentido Curitiba, mas as consequências atingem também quem segue em direção às praias.
Conforme informações repassadas pela EPR Litoral Pioneiro, concessionária que administra o trecho, a pista permanece totalmente bloqueada para os motoristas que seguem para a capital, enquanto no sentido Litoral o fluxo ocorre de forma parcial e controlada.
Ainda segundo a concessionária, veículos que transportam cargas especiais seguem em deslocamento pela rodovia em direção a Curitiba. No último boletim divulgado, filas se formavam até o quilômetro 50, ponto final da subida da serra.
A orientação é para que os condutores acompanhem as atualizações e evitem o trecho até a normalização do tráfego.
A perigosa região da Serra do Leão, na BR-153, foi palco de mais um acidente por volta das 10h15min desta terça-feira (20).
Dois caminhões se envolveram em uma colisão seguida de saída de pista, mobilizando as equipes de resgate do Corpo de Bombeiros.
De acordo com informações oficiais da corporação, o incidente envolveu dois veículos de carga. Com o impacto, os caminhões acabaram saindo da rodovia. Apesar da gravidade do cenário, quando os socorristas chegaram ao local, os ocupantes já haviam conseguido sair dos veículos por conta própria.
Duas pessoas ficaram feridas na ocorrência. Um homem de 44 anos e uma mulher de 52 anos.
Ambos receberam os primeiros atendimentos ainda na rodovia. Segundo os bombeiros, as vítimas apresentavam ferimentos moderados e foram imobilizadas e encaminhadas para o Hospital Regional de União da Vitória para exames detalhados.
Trânsito
O tráfego na BR-153, no trecho da Serra, operou com lentidão durante o atendimento, mas não houve necessidade de interdição total da pista. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também foi acionada para realizar o levantamento das causas do acidente e coordenar a remoção dos veículos.
A morte da adolescente Brenda Cristina Rodrigues, de 17 anos, registrada na segunda-feira (19), causou forte comoção em União da Vitória e também no município vizinho de Porto União. A jovem estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital APMI, onde não resistiu às complicações do seu quadro clínico.
Segundo relatos de familiares, Brenda procurou atendimento médico em diferentes ocasiões na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de União da Vitória. Conforme a família, nos atendimentos realizados, o diagnóstico inicial apontado teria sido de ansiedade.
No último fim de semana, entretanto, o estado de saúde da adolescente apresentou rápida piora, levando os familiares a buscarem novamente auxílio médico, desta vez no Hospital APMI. Após avaliação da equipe médica, Brenda foi internada na UTI, sendo informada à família a suspeita de uma infecção bacteriana.
O caso ganhou grande repercussão na comunidade e levantou dúvidas quanto à conduta adotada nos atendimentos anteriores. A UPA de União da Vitória é administrada por uma empresa terceirizada, a Humaniza, o que intensificou os questionamentos sobre os protocolos e procedimentos adotados na unidade.
Diante da situação, a Prefeitura de União da Vitória informou, por meio de nota, que abriu uma apuração interna para esclarecer como ocorreu o atendimento prestado à adolescente na UPA e verificar se todos os protocolos médicos foram devidamente seguidos.
O caso segue em análise, enquanto familiares, amigos e a comunidade aguardam esclarecimentos sobre as circunstâncias que levaram à morte da jovem.