A Polícia Civil do Paraná (PCPR) divulgou nesta quinta-feira (3) orientações para clientes e profissionais da advocacia sobre como identificar e evitar o golpe do falso advogado. Essa fraude, cada vez mais comum no Brasil, ocorre quando criminosos se passam por advogados ou funcionários de escritórios para solicitar pagamentos indevidos, utilizando dados reais e técnicas sofisticadas de persuasão.
Como identificar o golpe
De acordo com a PCPR, um dos principais sinais de alerta para clientes de escritórios de advocacia é a solicitação de valores para liberar indenizações ou resolver pendências processuais. A Justiça não cobra taxas para liberar valores, e qualquer pedido nesse sentido deve ser tratado com desconfiança.
“Caso receba esse tipo de solicitação, entre imediatamente em contato com seu advogado. Ligue ou vá pessoalmente ao escritório para verificar a veracidade das informações passadas por aplicativos de mensagens”, alerta o delegado Tiago Dantas.
Outro indício importante é o tom de urgência das mensagens enviadas pelos criminosos. Essa tática tem o objetivo de pressionar a vítima para que ela não verifique adequadamente as informações. A PCPR recomenda que os dados do advogado sejam consultados no site da OAB-PR antes de fornecer qualquer dado pessoal ou efetuar pagamentos.
Se houver suspeita de fraude, o cliente deve denunciar e bloquear o número no aplicativo de mensagens para dificultar a ação dos criminosos.
Medidas de segurança para advogados
Para os profissionais da advocacia, o monitoramento constante da internet e das redes sociais é fundamental para evitar que suas identidades sejam usadas em golpes. Além disso, orientar os clientes sobre pedidos de pagamento e depósitos suspeitos pode evitar fraudes.
A PCPR recomenda que advogados e escritórios utilizem e-mails institucionais e telefones fixos para dificultar a ação dos golpistas. Adoção de assinaturas digitais e autenticação em duas etapas também aumentam a segurança no ambiente online.
O que fazer se for vítima do golpe
Tanto clientes quanto advogados que forem vítimas desse golpe devem registrar um Boletim de Ocorrência, que pode ser feito na delegacia mais próxima ou pelo site da PCPR.
“Caso o cliente caia no golpe, é essencial comunicar imediatamente o advogado para que ele esteja ciente da situação”, reforça Dantas.
Para auxiliar na investigação, é fundamental reunir e apresentar provas, como prints de mensagens trocadas com o golpista, telas com os dados do número telefônico do criminoso, documentos falsificados enviados pelo estelionatário e comprovantes de pagamento.
O crime de estelionato exige a manifestação formal da vítima para ser investigado. Portanto, é necessário registrar a ocorrência e demonstrar interesse na apuração do caso junto à autoridade policial.