Cardeais participam de Consitório presidido pelo papa Francisco no Vaticano. 7/12/2024 – (Alessandra Benedetti – Corbis/Getty Images)
O Vaticano anunciou nesta segunda-feira (28) que o conclave para eleger o novo papa começará no dia 7 de maio. A decisão foi tomada durante uma reunião a portas fechadas entre os cardeais, a primeira após o funeral do papa Francisco, realizado no último sábado (26).
Francisco faleceu no dia 21 de abril, aos 88 anos, em decorrência de um derrame e insuficiência cardíaca. Seu sepultamento ocorreu na Basílica de Santa Maria Maggiore, em Roma, conforme seu desejo expresso em testamento. Mais de 200 mil fiéis, além de chefes de Estado e membros da realeza, participaram das cerimônias de despedida. No domingo (27), milhares de fiéis visitaram o túmulo do pontífice, marcado pela inscrição “Franciscus” e uma cruz de ferro.
O conclave reunirá os 135 cardeais com direito a voto, todos com menos de 80 anos, que se encontrarão na Capela Sistina para a escolha do novo líder da Igreja Católica. As sessões, que podem ter até quatro votações diárias, seguirão em ritmo intenso até que se alcance o consenso de dois terços dos votos. Caso não haja eleição após 34 votações, os dois cardeais mais votados disputarão um segundo turno.
Entre os principais cotados para suceder Francisco estão:
Peter Turkson (Gana): arcebispo de Costa do Cabo, conhecido por seu engajamento com causas sociais e climáticas.
Jean-Marc Aveline (França): arcebispo de Marselha.
Pietro Parolin (Itália): secretário de Estado do Vaticano e considerado peça-chave no atual governo da Igreja.
Matteo Maria Zuppi (Itália): arcebispo de Bolonha, reconhecido por seu trabalho pastoral e social.
Pierbattista Pizzaballa (Itália): patriarca latino de Jerusalém, elogiado por seu esforço no diálogo inter-religioso.
Luis Antonio Tagle (Filipinas): arcebispo de Manila, visto como uma voz importante da Igreja na Ásia.
Péter Erdő (Hungria): arcebispo de Esztergom-Budapeste.
A escolha do próximo papa promete refletir o legado de Francisco, que ficou marcado pela abertura da Igreja à diversidade, atenção aos pobres e defesa dos direitos humanos.