Com a transição entre o inverno e a primavera, o Paraná enfrenta um período crítico de estiagem, que acarreta no aumento significativo do risco de incêndios florestais.
Esses incêndios, além de causarem danos ambientais imediatos, também ameaçam a biodiversidade, agravam o aquecimento global e representam um risco direto à saúde da população.
Diante desse cenário, o Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) anunciou a intensificação das ações de patrulhamento preventivo e repressivo em áreas urbanas, rurais e nas Unidades de Conservação, além do entorno dessas regiões.
O objetivo é coibir queimadas irregulares e combater práticas que colocam em risco o meio ambiente e a segurança da sociedade.
Entre os focos da operação estão o atendimento de denúncias, o reforço na fiscalização e a aplicação de penalidades aos responsáveis por queimadas ilegais. O uso irregular do fogo pode resultar em multas a partir de R$ 3 mil, com valores que variam conforme a extensão da área atingida.
Estão entre as práticas passíveis de autuação o uso de fogo em áreas agropastoris sem autorização ou em desacordo com a legislação, provocar incêndio em vegetação nativa ou em áreas cultivadas, além da omissão na adoção de medidas preventivas e de combate ao fogo em propriedades privadas.
A população também tem um papel fundamental na prevenção. A recomendação é evitar o descarte de objetos que possam gerar chamas às margens das rodovias, não utilizar fogo para limpeza de terrenos e comunicar qualquer ocorrência suspeita por meio do Disque Denúncia 181, serviço gratuito e sigiloso.
Ações como essas são essenciais para preservar o meio ambiente e garantir a segurança de todos durante o período de estiagem.