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Após acidente na Ponte José Richa, Gabriel volta para casa

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O motociclista Gabriel Gustavo Sott, vítima de um grave acidente na Ponte José Richa, em União da Vitória, já está em casa e segue em recuperação após passar por um longo período internado, incluindo dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a amputação de membros.

A informação foi confirmada pela esposa dele, Bruna, que acompanha diariamente o processo de reabilitação. Segundo ela, apesar das dificuldades físicas e da rotina intensa de cuidados, a família celebra cada avanço.

O Gabriel está psicologicamente bem. Tem dias que fica mais estressado porque depende de mim para tudo, mas ele é muito forte e não desiste”, relatou.

Rotina intensa e noites sem descanso

Bruna descreve que as noites ainda são longas e exigem atenção constante. Gabriel continua sentindo dores no corpo e na região da bexiga, reflexo do período em que precisou utilizar sonda.

Agora sem o dispositivo, ele precisa ir ao banheiro com frequência, o que exige acompanhamento permanente.

Além disso, ela realiza diariamente a troca dos curativos e administra medicamentos em horários específicos, inclusive durante a madrugada.

Levanto duas vezes por noite para medicar ele. Quase não durmo, porque ele se movimenta bastante e eu preciso estar sempre alerta”, contou.

Apoio e adaptação dentro de casa

Com ajuda de integrantes do paradesporto, Gabriel passou a contar com uma cadeira de rodas elétrica, o que trouxe mais autonomia para a locomoção dentro de casa.

Mesmo assim, a recuperação ainda exige esforço e paciência. Segundo Bruna, ele tenta se levantar sozinho sempre que possível e realiza exercícios diariamente para evitar a perda de massa muscular.

O casal também enfrenta a rotina de cuidados com a filha de três anos, que, segundo a mãe, demonstra carinho e ajuda o pai dentro do que consegue.

Planos para o futuro

Apesar das limitações atuais, Gabriel mantém o desejo de voltar ao trabalho. A família já iniciou o processo de afastamento pelo INSS, enquanto ele segue focado na reabilitação.

A expectativa, segundo Bruna, é que ele possa retomar as atividades profissionais em cerca de um ano.

Gratidão pela vida

Mesmo diante das dificuldades, Bruna afirma que o sentimento predominante é de gratidão.

Eu poderia estar cuidando apenas do túmulo dele. Então, se ele está vivo, eu estou feliz por cuidar dele”, disse.

Ela reforça que o cuidado diário é motivado pelo amor e pela confiança de que a situação atual é apenas uma fase.

Ele merece ser muito feliz. A situação atual não é o destino final”, concluiu.

Da redação Portal V.Vale/Jornal O Comércio

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