A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu o inquérito policial que investigou a prática do crime de violação sexual mediante fraude pelo médico ginecologista Felipe Lucas, de 81 anos, contra uma paciente, de 24 anos.
Segundo a vítima, o caso aconteceu no início de fevereiro de 2026 durante um atendimento pela rede pública de saúde em Irati. Ela procurou a delegacia sete dias depois e, em depoimento, justificou o tempo de espera devido ao “extremo abalo emocional” e à tentativa inicial de superar o trauma por conta própria.
De acordo com as investigações, o profissional, sob o pretexto de realizar procedimentos clínicos, praticou atos libidinosos contra a vítima.
“A análise do prontuário eletrônico da instituição revelou que, diferentemente de atendimentos anteriores realizados por outros profissionais, não houve qualquer registro clínico, anamnese ou solicitação de exames por parte do investigado na data do fato”, destaca o delegado da PCPR Luis Henrique Dobrychtop.
Diante da gravidade dos fatos, a autoridade policial indiciou o investigado pelo crime de violação sexual mediante fraude, conforme o artigo 215 do Código Penal, e representou pela medida cautelar de afastamento das funções públicas e suspensão do exercício profissional do médico.
Investigações
Durante as investigações, foram ouvidas testemunhas, profissionais de saúde, a vítima e o marido dela, que no dia do crime estava na sala de espera da clínica.
O filho da mulher, que tem cinco anos de idade, também passou por escuta especializada. Segundo a polícia, ele estava com a mãe durante o atendimento, e o médico o deixou virado de costas para ele não visse o procedimento.
O pedido da medida cautelar foi reforçado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) e aguarda decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Conselho Regional de Medicina (CRM-PR), até o momento não deu uma resposta.
De acordo com o delegado, o médico não possui histórico criminal e deve responder ao processo em liberdade. No entanto, se outras possíveis vítimas procurarem a polícia, a decisão pode ser reavaliada. Denúncias podem ser feitas de forma anônima à Polícia Civil pelos telefones 197 ou 181.