A Copel e o Simepar estão na fase final do desenvolvimento de um sistema que faz uso de inteligência artificial para prever impactos de temporais no fornecimento de energia elétrica para os mais de 11 milhões de clientes que a companhia atende no Paraná.
A aplicação se abastece com o histórico de informações das intempéries climáticas captadas pelas estações, satélites e radares meteorológicos do Simepar em todas as regiões paranaenses. No passo seguinte, faz o cruzamento dessas informações com os registros de desligamentos da rede da Copel dos últimos anos. A expectativa é de que o sistema esteja pronto até o início do próximo período de chuvas, que começa em outubro.
Os registros foram divididos em 19 categorias distintas de danos na rede elétrica causados por intempéries. O objetivo é calcular o número aproximado de consumidores que podem ser afetados por uma tempestade que se aproxima e, assim, agir preventivamente, na estratégia e no planejamento de atividades das equipes da Copel para o restabelecimento da energia com a maior rapidez possível.
“Essa é uma ferramenta muito promissora, porque ajuda a companhia a se preparar para restabelecer o fornecimento de energia com mais rapidez em caso de temporais”, avalia o presidente da Copel, Daniel Slaviero.
Ele destaca que a maior incidência de tempestades no Centro-Sul do Brasil é um dos efeitos das mudanças climáticas, o que amplia a relevância do sistema. “Na Copel, estamos empenhados em, por um lado, investir em projetos que minimizem o impacto ao meio ambiente e, por outro, nos prepararmos para, diante do impacto dos fenômenos já existentes, garantir o fornecimento de energia com qualidade à população”.
CRESCE O NÚMERO DE GRANDES TEMPORAIS
Desde 2019, o número de tempestades no Paraná cresceu de maneira inédita, saltando de 12 temporais naquele ano para 24 em 2023. Somente entre outubro e dezembro do ano passado, o Estado foi atingido por 15 tempestades de grandes proporções ao longo de 12 semanas. Em algumas semanas o Paraná sofreu com mais de um evento climático severo.
Nos últimos anos, a incidência de raios também aumentou. Em 2021, foram registrados 406.922 raios no Paraná e, em 2023, 1.064.405, um crescimento de 161%, segundo o Simepar.
Para aprender os padrões das tempestades e indicar onde e como elas podem provocar desligamentos, o sistema de inteligência artificial processa informações sobre diferentes variáveis climáticas e estima potenciais impactos na rede elétrica. Assim, de um lado entram informações sobre rajadas de ventos, raios e intensidade das chuvas. De outro, saem as estimativas sobre os desligamentos e as diferentes causas, como possíveis rompimentos de cabos, avarias em postes e queima de equipamentos, dentre outros.
Ao trabalhar esse conjunto de dados, a aplicação aprende com acertos e erros e, assim, permite à Copel aprimorar a preparação para o atendimento a contingências que afetam os clientes. Além disso, torna possível dimensionar as equipes de forma mais precisa, disponibilizar reforços e organizar a logística necessária para minimizar o impacto da tempestade e, dessa forma, religar a energia com a maior rapidez possível.
O diretor de operação e manutenção da Copel, Júlio Omori, explica que, com a IA, o aplicativo faz hoje em minutos o trabalho que levaria dias até algum tempo atrás. Para obter essa capacidade de processamento, a Copel adquiriu um supercomputador, cedido ao Simepar. “É a tecnologia trabalhando a favor do nosso cliente”, destaca Omori.
PREVISÃO DO NÚMERO DE IMÓVEIS AFETADOS
As informações são disponibilizadas em um portal na internet (com versão para celular), que é acessado pelos profissionais da Copel. Ao analisar os dados fornecidos pelo histórico de tempestades e de desligamentos, o sistema informa sobre o impacto de temporais em curto (1 a 3 horas) e médio (1 a 5 dias) prazos.
A IA indica o número de imóveis que podem ficar sem energia por região, por município e por área de atendimento da Copel. Tudo é apresentado de forma prática e visual, e os técnicos podem acompanhar as regiões mais críticas em um mapa interativo do Paraná.
“Em situações de maior risco, o sistema emite alertas que indicam a previsão do número de consumidores que pode ficar sem energia e a área que será atingida”, explica Marcos Vinícius de Oliveira Cardoso, gerente de pós-operação da companhia e líder do projeto. “Além disso, os alertas apontam se o evento será localizado ou se há possibilidade de alcançar uma área mais ampla”.
Este foi o caso, por exemplo, do dia 21 de março deste ano, data do último temporal de grandes proporções, que acabou por afetar, no conjunto final, mais de 640 mil consumidores em todo o Paraná. Nas vésperas, o sistema alertou para o risco de desligamentos que poderiam afetar no mínimo 450 mil clientes em todas as regiões, dos quais cerca de 100 mil somente no Oeste.
Além de estimar o número de clientes desligados, o sistema também apresenta informações sobre ventos (quantidade de rajadas e a velocidade delas), raios e a sua intensidade e precipitação. Comparando a magnitude dessas intempéries que se aproximam com situações anteriores, a IA calcula o impacto potencial.
PROJETO DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO
O sistema faz parte de um projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) estruturado pela Copel em conjunto com o Simepar. Ao todo, a companhia está investindo R$ 10,89 milhões, recursos aplicados em duas etapas.
Na primeira fase, realizada entre 2020 e 2022, representantes das duas instituições uniram forças para desenvolver o sistema baseado em inteligência artificial para classificação automática de risco de desligamentos.
Em novembro de 2023, começou a segunda etapa do projeto, em que o sistema é colocado à prova. Seu desempenho é analisado e melhorias estão sendo feitas para que, em breve, ele possa receber, também, informações em tempo real sobre as interrupções de fornecimento de energia e alertas de descargas atmosféricas.
Outras melhorias estão previstas para esta nova etapa. Será possível, por exemplo, analisar desligamentos anteriores e calcular a probabilidade de uma queda de energia específica ter sido causada por um raio, o que pode ajudar a companhia a verificar locais e equipamentos mais vulneráveis.
Também será desenvolvida uma funcionalidade que mostra a aproximação detalhada de tempestades com incidência de raios e permite verificar se esta queda de raios tem chances de atingir a rede elétrica ou algum equipamento específico dela.
Para desenvolver estas ferramentas, a equipe do projeto fez o mapeamento de toda a rede de distribuição da Copel, que conta com mais de 200 mil km em todo o Paraná, identificando trechos específicos e os equipamentos automatizados que ajudam a indicar com precisão o local dos desligamentos.
Diversos modelos de celulares perderão as funcionalidades do WhatsApp em setembro de 2026. Estão na lista todos os aparelhos que usam as versões 5.0 e 5.1 do Android, também conhecidas como Lollipop. A informação foi confirmada pela Meta. A mudança afetará tanto o WhatsApp comum quanto o Business.
Esse tipo de ação é comum na Meta, devido a falta de atualização de segurança de alguns modelos Android pela Google, dona do sistema operacional. Sem novas atualizações, essas versões se tornam obsoletas e mais propensas a vírus e golpes digitais. Por essa razão, a Meta opta por desativar o WhatsApp.
Com a mudança, celulares precisaram ter, no mínimo, a versão 6.0 do Android (Marshmallow), versão lançada em 2015.
Aparelhos que não vão rodar WhatsApp
Alguns dos modelos mais comuns que rodam em Android 5.0 ou 5.1 são:
Samsung: Galaxy S3, S4, S4 Mini, S5, Note 2, Note 3, Core, Trend e J2 Motorola: Moto G e Moto E (ambos de 1ª geração) LG: G2, G3, Optimus L3, L5, L7, F5, L3 II Dual e L5 II Sony: Xperia Z2 e Xperia Z3 Huawei: Ascend Mate, Ascend G740 e Ascend D2 Google: Nexus 5 e Nexus 6 Asus: Zenfone 5 e Zenfone 6 HTC: Modelos que não conseguiram atualizar para o Android 6 ou superior
Mas para saber com certeza se o seu celular será afetado você precisa verificar a versão do Android que está rodando em seu aparelho.
Como descobrir a versão do Android
Acesse a aba Configurações – Sobre o telefone – Versão do Android.
Se a versão for Android 6.0 ou superior o seu aparelho não será afetado.
Se a versão foi 5.0 ou 5.1, verifique se existe atualização de sistema disponível. Caso não haja, a única solução será trocar de aparelho para continuar usando o WhatsApp.
O próprio WhatsApp já está alertando usuários de Android sobre a mudança. Usuários de Iphone não serão afetados.
Equipes dos Bombeiros Comunitários atuaram em duas ocorrências de incêndio entre a noite de segunda-feira (27) e a madrugada de terça-feira (28), no município de Rebouças.
O primeiro atendimento foi registrado por volta das 22h37, em uma residência localizada na Rua Antônio H. M. de Souza. No local, foi constatado que o imóvel estava abandonado e sem mobília. As chamas atingiram parte de uma dispensa na área externa da casa.
Segundo relato de uma moradora vizinha, não foi possível identificar como o fogo teve início, já que o incêndio já estava em andamento quando foi percebido. Antes da chegada da equipe, moradores utilizaram baldes de água para conter as chamas, evitando que o fogo se alastrasse. Ninguém ficou ferido.
Já a segunda ocorrência foi registrada por volta da 00h19, no trevo da localidade de Marmeleiro, na rodovia PR-990. No local, uma carreta foi completamente destruída por um incêndio.
De acordo com o condutor, o fogo teria começado após o travamento das pastilhas de freio. O motorista tentou conter as chamas com dois extintores, porém não obteve sucesso. Ainda assim, conseguiu desengatar o cavalo mecânico a tempo, evitando que o incêndio atingisse a cabine.
Apesar da ação rápida, a carreta foi consumida pelas chamas, resultando em perda total. Não houve registro de feridos.
Na noite deste domingo (26), por volta das 19h, um acidente do tipo colisão transversal, seguido de saída de pista, foi registrado no km 391 da BR-153, em Mallet, nas proximidades do conhecido “Bar do Cachorrão”, junto ao acesso à localidade de Três – Faxinal dos Trojan.
A ocorrência envolveu dois veículos, sendo um Volkswagen Fox, com placas de Imbituva, e um Ford Escort, com placas de Irati.
De acordo com as informações, o condutor do Fox, um homem de 59 anos, que seguia com destino ao município de Ponta Grossa, não sofreu ferimentos. Ele foi submetido ao teste do etilômetro, que apresentou resultado negativo para ingestão de álcool.
Já o condutor do Escort deixou o local do acidente antes da chegada das equipes e não foi localizado.
Conforme os Brigadistas Comunitários de Mallet, que prestaram atendimento à ocorrência, no Escort também estavam uma mulher e uma criança. Com o impacto, a criança acabou batendo a cabeça contra o vidro da janela traseira e foi encaminhada ao Hospital de Caridade São Pedro de Mallet para avaliação médica. A mulher não se feriu.
Ainda segundo verificação junto à Polícia Militar de Mallet, o veículo Escort apresentava indícios de irregularidade no emplacamento. Embora estivesse vinculado ao município de Irati, a placa afixada no veículo correspondia à cidade de Fernandes Pinheiro (PR), além de constarem débitos de licenciamento.
O automóvel foi recolhido ao pátio da Polícia Rodoviária Federal para as medidas cabíveis.
Informações: PRF/Policia Militar e Brigadistas Comunitários de Mallet – Studio W