PCPR deflagra “Operação Refugium” e cumpre mandados de prisão e busca e apreensão por violência contra a mulher e estupro de vulnerável em Irati e Fernandes Pinheiro
Na manhã de segunda-feira (22/06/2026), a Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 41ª Delegacia Regional de Polícia de Irati, deflagrou a “Operação Refugium”. A ação policial foi planejada para combater de forma rigorosa os crimes de violência contra a mulher e abusos contra vulneráveis na região, resultando no cumprimento de três mandados de prisão e um mandado de busca e apreensão. Durante as diligências, um aparelho celular utilizado como instrumento de crime foi apreendido.
A operação teve como um dos alvos principais um investigado de 26 anos. Ele possuía um mandado de prisão preventiva em aberto pelos crimes de estupro consumado no âmbito doméstico, lesão corporal contra a mulher, dano qualificado e violência psicológica.
De acordo com as investigações da PCPR, na madrugada do dia 17 de junho de 2026, o homem agrediu fisicamente sua companheira, de 40 anos, forçou a conjunção carnal sem o consentimento da vítima que se encontrava em período pós-operatório, além de destruiu móveis, eletrodomésticos e alimentos da residência. Toda a ação violenta foi presenciada pelos três filhos menores da vítima (de 13, 10 e 8 anos).
O suspeito foi localizado e preso pelas equipes de investigação enquanto trabalhava em uma construção civil próxima ao Colégio Florestal, em Irati. Na abordagem, seu aparelho celular foi apreendido. Na sequência, os policiais deram cumprimento ao mandado de busca e apreensão na residência de sua genitora, na Rua Teodoro José Batista, local onde ele estava abrigado.
Em outra frente de trabalho dentro da mesma operação, os policiais civis deslocaram-se até a Rua Demerval Thomé da Costa, no bairro Colina Nossa Senhora, em Irati, onde localizaram e prenderam um homem de 51 anos, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva, expedido em razão de descumprimento de medidas protetivas de urgência em face de sua ex-convivente, no mês de maio de 2026.
As diligências estenderam-se também ao município vizinho de Fernandes Pinheiro. Na Rua Ernesto Nunes, as equipes da 41ª DRP deram cumprimento ao mandado de prisão expedido contra um investigado de 30 anos, pelo crime de estupro de vulnerável ocorrido no ano de 2020. Ele foi localizado em sua residência e cientificado da ordem judicial.
Após as prisões, todos os detidos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames de lesões corporais ad cautelam e, posteriormente, entregues no Setor de Carceragem do Departamento Penitenciário (DEPPEN) na Cadeia Pública local, onde permanecem custodiados à disposição do Poder Judiciário.
A PCPR reforça o compromisso de proteger as mulheres e combater de forma enérgica os crimes de gênero e de abuso sexual na região. A população pode colaborar de forma crucial com as investigações por meio de denúncias totalmente anônimas e seguras, utilizando os telefones 197 da PCPR ou o Disque-Denúncia 181.
A Polícia Civil, por meio da 10ª Delegacia Regional de Polícia de Mallet, em parceria com o Departamento de Proteção à Mulher de Mallet, promoveu na quinta-feira (13) uma aula de defesa pessoal voltada a mulheres do município. A atividade foi realizada no Ginásio Municipal e reuniu duas turmas.
O evento contou com a presença do delegado de Polícia, Dr. Thiers Andregotti, e foi conduzido pelo agente de Polícia Judiciária Victor Centeno, graduado faixa-preta de Jiu-Jitsu.
Durante a atividade, foram apresentadas técnicas básicas de defesa pessoal, com movimentos simples que podem auxiliar mulheres a se desvencilhar de um agressor em situações de violência e, posteriormente, buscar ajuda junto aos órgãos de segurança.
Segundo os organizadores, a proposta não foi ensinar técnicas avançadas de luta ou incentivar o confronto com possíveis agressores, mas oferecer ferramentas básicas para que as participantes possam reagir diante de situações comuns de agressão e conseguir se afastar do perigo.
A iniciativa integra ações de fortalecimento e proteção das mulheres, buscando ampliar a conscientização e oferecer orientações que possam contribuir para a segurança e a prevenção da violência.
Durante a Operação Omnis, realizada nesta quinta-feira, 13, uma ação da ROCAM no bairro Canisianas resultou na localização de carnes que, segundo a Polícia Militar, haviam sido furtadas de supermercados de Rebouças.
Dois homens foram abordados em um estabelecimento comercial. Nada de ilícito foi encontrado durante a busca pessoal, porém um deles utilizava tornozeleira eletrônica e informou ter deixado o sistema prisional há cerca de três meses. Em um veículo que estava em frente ao estabelecimento, os policiais encontraram dois pacotes de carne bovina no banco traseiro.
Um deles continha alcatra sem osso avaliada em 300 reais e 63 centavos. O segundo pacote continha quatro quilos e 494 gramas de alcatra, avaliados em 233 reais e 64 centavos. As etiquetas eram de dois supermercados de Rebouças.
De acordo com a PM, as equipes já tinham informações de que um homem estaria praticando furtos de carnes em supermercados de Rebouças e Irati. Responsáveis pelos estabelecimentos verificaram imagens das câmeras de segurança e constataram que um indivíduo pegou carne no açougue e deixou o mercado sem passar pelo caixa para realizar o pagamento.
Questionado, um dos abordados afirmou que apenas havia dado carona ao outro homem e que ele já estava com as carnes. Os dois foram levados à UPA para elaboração de laudo de lesões corporais e, posteriormente, encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Irati.
A Polícia Militar de Rebouças registrou, na manhã de sexta-feira (14), uma ocorrência relacionada ao possível descumprimento de medida protetiva de urgência. A denúncia foi encaminhada à equipe por meio de uma assistente social e envolvia uma adolescente.
Por volta das 10h30, os policiais foram até o endereço onde a adolescente estava e conversaram com ela e sua mãe. Segundo os relatos, o homem apontado na denúncia estaria trabalhando durante o dia e retornaria à noite para cuidar das filhas menores.
Diante de inconsistências nas informações apresentadas e das denúncias de descumprimento da medida, a equipe policial procurou o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) para verificar a situação junto aos órgãos responsáveis.
Conforme informado à PM, havia conhecimento de que as partes mantinham contato e proximidade, situação que poderia caracterizar o descumprimento da medida judicial. Também foi relatado que a mãe seria conivente com a situação e que o endereço informado para residência não seria fixo. Um pedido de aluguel social estaria em andamento, mas ainda não havia sido concedido.
Diante das informações levantadas, a Polícia Militar confeccionou um boletim de ocorrência, que deverá subsidiar as providências das autoridades competentes.