{"id":10067,"date":"2022-12-08T14:35:35","date_gmt":"2022-12-08T17:35:35","guid":{"rendered":"https:\/\/radiostudiow.com.br\/site\/?p=10067"},"modified":"2025-01-31T15:09:46","modified_gmt":"2025-01-31T18:09:46","slug":"pesquisa-mostram-que-a-cada-12-minutos-um-paranaense-e-vitima-de-roubo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/radiostudiow.com.br\/site\/2022\/12\/08\/pesquisa-mostram-que-a-cada-12-minutos-um-paranaense-e-vitima-de-roubo\/","title":{"rendered":"Pesquisa mostram que a cada 12 minutos, um paranaense \u00e9 v\u00edtima de roubo"},"content":{"rendered":"\n<p>A cada 12 minutos uma pessoa entra para as estat\u00edsticas ap\u00f3s se tornar v\u00edtima de um roubo no Paran\u00e1. Pelo menos foi assim em 2021, quando cerca de 45 mil paranaenses tiveram algo roubado, ou seja, algo subtra\u00eddo mediante grave amea\u00e7a ou viol\u00eancia. Isso significa, ainda, que 0,5% da popula\u00e7\u00e3o com mais de 15 anos no estado foi v\u00edtima de algum roubo ao longo do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/radiostudiow.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/image-10.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-9640\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Os dados, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), fazem parte de um m\u00f3dulo in\u00e9dito da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua), chamado \u201cFurtos e Roubos\u201d e realizado em uma parceria com o Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica. E esse estudo revela tamb\u00e9m que a viol\u00eancia atinge uma parcela consider\u00e1vel das fam\u00edlias.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre considerando o ano de 2021 como refer\u00eancia, 3,6% dos domic\u00edlios paranaenses tinham, pelo menos, um morador que foi v\u00edtima de furto, porcentual que corresponde a 145 mil domic\u00edlios no estado. Diferente do roubo, o furto \u00e9 descrito como subtra\u00e7\u00e3o, ou seja, diminui\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio de outra pessoa, sem que haja viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, 34 mil domic\u00edlios paranaenses tamb\u00e9m tinham algum morador que foi v\u00edtima de assalto, o equivalente a 0,84% das resid\u00eancias em todo o estado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Grande parte das ocorr\u00eancias sequer chega ao conhecimento das autoridades policiais<br><\/strong>A pesquisa do IBGE tamb\u00e9m mostra que grande parte dos roubos e furtos ocorridos no pa\u00eds n\u00e3o chega ao conhecimento das autoridades policiais. No caso dos furtos de rua, por exemplo, em apenas 44,8% dos casos as v\u00edtimas relataram ter procurado a pol\u00edcia e, mesmo entre essas pessoas, nem todas registraram a ocorr\u00eancia: daqueles que procuraram ajuda da autoridade policial, 11,2% decidiram n\u00e3o fazer o registro formal na delegacia. Os dados n\u00e3o consideram ocorr\u00eancias envolvendo a subtra\u00e7\u00e3o ve\u00edculos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos de roubo, 57,9% das v\u00edtimas assaltadas na rua n\u00e3o procuraram ajuda da pol\u00edcia, assim como 57,1% daquelas que foram roubadas dentro de casa e 52,4% daquelas que foram for\u00e7adas a entregar sua bicicleta ao assaltante. Mas assim como no caso do furto, mesmo entre aquelas que procuraram ajuda policial, nem todas fizeram o registro de ocorr\u00eancia na delegacia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/radiostudiow.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image-4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-9421\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><br>Entre os motivos para n\u00e3o procurar a pol\u00edcia nos casos de roubo, entrevistados pela Pnad destacaram: n\u00e3o acreditavam na pol\u00edcia (26,9%), recorreram a terceiros ou resolveram sozinhos (24,3%), a falta de provas (15,2%) e o medo de repres\u00e1lia (12,8%).<br><br>Por outro lado, os furtos de ve\u00edculos, como carros e motos, apresentaram as maiores taxas de procura pela pol\u00edcia ou guarda municipal. Uma explica\u00e7\u00e3o para esse resultado \u00e9 o alto valor desses bens e os requisitos para o seguro. \u201cPara acionar o seguro contra roubos de carros e motos, as v\u00edtimas precisam do boletim de ocorr\u00eancia. Por isso, esses casos t\u00eam maior procura pela pol\u00edcia\u201d, destaca a analista do IBGE Alessandra Scalioni.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a \u00e9 maior nas \u00e1reas rurais<br><\/strong>Considerando-se os dados nacionais, em 2021, o percentual de pessoas que se sentiam seguras no domic\u00edlio (89,5%) era maior do que o daquelas que se sentiam seguras em seu bairro (72,1%). Essa propor\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda menor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a na cidade onde viviam (54,6%).<\/p>\n\n\n\n<p>Os homens se sentem mais seguros que as mulheres. Al\u00e9m disso, o grau de seguran\u00e7a das pessoas que moravam em \u00e1reas rurais superava o das \u00e1reas urbanas. No bairro e na cidade, as diferen\u00e7as eram de quase 14,0 pontos percentuais (p.p.) entre \u00e1reas rural e urbana.<\/p>\n\n\n\n<p>Quatro em cada dez pessoas sentem que h\u00e1 boa chance de serem roubadas na rua<br>Entre as pessoas de 15 anos ou mais de idade, 40,0% afirmaram ter muita chance ou chance m\u00e9dia de serem roubadas na rua. A seguir, vieram as chances de serem roubadas no transporte coletivo (38,1%) e de terem roubados carro, moto ou bicicleta (37,2%). Em quarto lugar ficou a chance de ter o domic\u00edlio roubado ou furtado (29,5%).<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/radiostudiow.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-9418\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>As demais propor\u00e7\u00f5es seguem com: pessoas com chance alta ou m\u00e9dia de serem v\u00edtimas de agress\u00e3o f\u00edsica (18,1%); estar no meio de um tiroteio (16,4%), ser v\u00edtima de bala perdida (16,4%); ter informa\u00e7\u00f5es pessoais divulgadas na Internet (14,2%); ser v\u00edtima de agress\u00e3o sexual (13,2%), ser assassinado (13,0%); ser v\u00edtima de sequestro (11,7%) e, por fim, ser v\u00edtima de viol\u00eancia policial (10,9%) ou ser confundido com bandido pela pol\u00edcia (10,0%)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bem Celulares<\/strong><br>Tamb\u00e9m foram investigados os tipos de itens furtados entre aqueles casos que ocorreram dentro ou fora do domic\u00edlio, ou seja, quando n\u00e3o s\u00e3o considerados carro, moto e bicicleta. Quando esse tipo de delito ocorreu dentro do domic\u00edlio, os bens mais citados foram telefone celular (21,6%), aparelho eletrodom\u00e9stico (20,6%), dinheiro (18,5%) e roupa ou cal\u00e7ado (16,6%), seguidos de joia, bijuteria ou rel\u00f3gio (9,8%), ferramentas (8,1%), botij\u00e3o de g\u00e1s ou outros combust\u00edveis (7,8%) e animais de cria\u00e7\u00e3o (5,7%). As armas e muni\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m foram citadas (0,6%). Nos casos ocorridos fora do domic\u00edlio, os itens com maiores propor\u00e7\u00f5es foram telefone celular (61,1%), dinheiro (23,1%), documento (13,4%) e cart\u00e3o de d\u00e9bito, cr\u00e9dito ou cheque (12,3%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cada 12 minutos uma pessoa entra para as estat\u00edsticas ap\u00f3s se tornar v\u00edtima de um roubo no Paran\u00e1. Pelo menos foi assim em 2021, quando cerca de 45 mil paranaenses tiveram algo roubado, ou seja, algo subtra\u00eddo mediante grave amea\u00e7a ou viol\u00eancia. 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