Vítimas foram agredidas após conversarem com dono da propriedade sobre possibilidade de encerrar festa por conta das medidas de combate ao coronavírus.
O caseiro de uma chácara e sua namorada foram agredidos por frequentadores de uma festa em Imbituva. A Polícia Militar foi informada no telefone de emergência que estava ocorrendo uma confraternização com som alto e aglomerações de pessoas em uma propriedade rural.
Uma mulher relatou que havia ocorrido uma festa promovida pelo dono da propriedade. Ela ainda disse que seu namorado é caseiro da chácara e que ambos não estavam no local durante o dia. Quando retornaram por volta das 19:00 horas de ontem, 02 de abril, eles constaram que estava sendo realizada a confraternização. O caseiro e a namorada disseram que tentaram falar para o proprietário sobre a possibilidade de encerrar a festa por conta do decreto que está em vigor com medidas de combate ao coronavírus. Porém, o casal foi hostilizado pelo responsável pela chácara, que mandou o caseiro sair do local. Depois disso, convidados da festa agrediram a namorada do caseiro. Uma mulher teria acertado tijoladas na vítima. Já um homem que portava uma faca de cozinha atingiu alguns golpes no caseiro, que sofreu arranhões no abdômen.
As vítimas relataram que aproximadamente 100 pessoas estavam participando da festa. A mulher disse que as agressões não continuaram, pois ela acionou a PM. Em seguida, o proprietário do local ordenou que os convidados deixassem a propriedade. As vítimas foram orientadas sobre as medidas que podem ser tomadas na Polícia Civil contra os agressores, pois eles já haviam deixado o local. Quando a PM chegou na chácara, a festa já havia sido encerrada.
Ainda em Imbituva, uma mulher foi agredida pelo convivente após discussão entre ambos. Algumas pessoas disseram que os dois envolvidos na ocorrência são moradores de rua. A mulher foi socorrida pela ambulância do Pronto Atendimento Municipal e apresentava sinais de embriaguez, segundo os policiais. A equipe realizou buscas, mas não encontrou o agressor.
Em outra ocorrência em Guamiranga, equipes da PM e da Vigilância Sanitária receberam uma denúncia de aglomeração de pessoas em um campo de futebol no interior do município. Porém, a denúncia não foi confirmada. Sendo assim, as pessoas presentes foram orientadas sobre os decretos em vigor para evitar o contágio de Covid-19.
Ainda em Guamiranga, a PM recebeu informações que alguns pneus estavam sendo queimados obstruindo a passagem de veículos na estrada de Boa Vista. Foi constatado que os autores do ato haviam fugido para o matagal nas margens da estrada. Um taxista que passava pelo local disse que ouviu disparos de arma de fogo e algumas pessoas correndo para o mato. Os policiais ouviram barulhos no matagal. Por isso, foi solicitado apoio das equipes de Ivaí e Imbituva, que auxiliaram a desobstruir a estrada. Os policiais ouviram pessoas se movimentando no matagal, mas suspenderam as buscas em função da falta de visibilidade e para preservar a integridade física.
A Polícia Civil, por meio da 10ª Delegacia Regional de Polícia de Mallet, em parceria com o Departamento de Proteção à Mulher de Mallet, promoveu na quinta-feira (13) uma aula de defesa pessoal voltada a mulheres do município. A atividade foi realizada no Ginásio Municipal e reuniu duas turmas.
O evento contou com a presença do delegado de Polícia, Dr. Thiers Andregotti, e foi conduzido pelo agente de Polícia Judiciária Victor Centeno, graduado faixa-preta de Jiu-Jitsu.
Durante a atividade, foram apresentadas técnicas básicas de defesa pessoal, com movimentos simples que podem auxiliar mulheres a se desvencilhar de um agressor em situações de violência e, posteriormente, buscar ajuda junto aos órgãos de segurança.
Segundo os organizadores, a proposta não foi ensinar técnicas avançadas de luta ou incentivar o confronto com possíveis agressores, mas oferecer ferramentas básicas para que as participantes possam reagir diante de situações comuns de agressão e conseguir se afastar do perigo.
A iniciativa integra ações de fortalecimento e proteção das mulheres, buscando ampliar a conscientização e oferecer orientações que possam contribuir para a segurança e a prevenção da violência.
Durante a Operação Omnis, realizada nesta quinta-feira, 13, uma ação da ROCAM no bairro Canisianas resultou na localização de carnes que, segundo a Polícia Militar, haviam sido furtadas de supermercados de Rebouças.
Dois homens foram abordados em um estabelecimento comercial. Nada de ilícito foi encontrado durante a busca pessoal, porém um deles utilizava tornozeleira eletrônica e informou ter deixado o sistema prisional há cerca de três meses. Em um veículo que estava em frente ao estabelecimento, os policiais encontraram dois pacotes de carne bovina no banco traseiro.
Um deles continha alcatra sem osso avaliada em 300 reais e 63 centavos. O segundo pacote continha quatro quilos e 494 gramas de alcatra, avaliados em 233 reais e 64 centavos. As etiquetas eram de dois supermercados de Rebouças.
De acordo com a PM, as equipes já tinham informações de que um homem estaria praticando furtos de carnes em supermercados de Rebouças e Irati. Responsáveis pelos estabelecimentos verificaram imagens das câmeras de segurança e constataram que um indivíduo pegou carne no açougue e deixou o mercado sem passar pelo caixa para realizar o pagamento.
Questionado, um dos abordados afirmou que apenas havia dado carona ao outro homem e que ele já estava com as carnes. Os dois foram levados à UPA para elaboração de laudo de lesões corporais e, posteriormente, encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Irati.
A Polícia Militar de Rebouças registrou, na manhã de sexta-feira (14), uma ocorrência relacionada ao possível descumprimento de medida protetiva de urgência. A denúncia foi encaminhada à equipe por meio de uma assistente social e envolvia uma adolescente.
Por volta das 10h30, os policiais foram até o endereço onde a adolescente estava e conversaram com ela e sua mãe. Segundo os relatos, o homem apontado na denúncia estaria trabalhando durante o dia e retornaria à noite para cuidar das filhas menores.
Diante de inconsistências nas informações apresentadas e das denúncias de descumprimento da medida, a equipe policial procurou o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) para verificar a situação junto aos órgãos responsáveis.
Conforme informado à PM, havia conhecimento de que as partes mantinham contato e proximidade, situação que poderia caracterizar o descumprimento da medida judicial. Também foi relatado que a mãe seria conivente com a situação e que o endereço informado para residência não seria fixo. Um pedido de aluguel social estaria em andamento, mas ainda não havia sido concedido.
Diante das informações levantadas, a Polícia Militar confeccionou um boletim de ocorrência, que deverá subsidiar as providências das autoridades competentes.