Os convocados pela Justiça Eleitoral para trabalhar como mesários têm direito a duas folgas para cada dia trabalhado nas eleições, incluindo os de treinamento, sem desconto no salário. Ou seja, o mesário que concluir o treinamento e trabalhar nos dois turnos da eleição terá direito a seis dias de folga.
“Esse direito é garantido a quem possuir vínculo de trabalho à época da convocação, seja na iniciativa pública ou privada, e o empregador não poderá descontar salário ou qualquer outra vantagem”, afirma o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Para ter o dia de descanso, o profissional deve apresentar ao seu empregador a declaração expedida pelo juiz eleitoral, fornecida pelo cartório eleitoral ou pelo portal do TSE alguns dias depois de cada turno. Quem tem mais de um emprego deve apresentar o documento em todos os lugares onde trabalha para receber as folgas.
A empresa não pode, em hipótese alguma, proibir o funcionário de ser mesário nem negar as folgas. Segundo a legislação, o patrão deve definir os dias de descanso em comum acordo com o trabalhador. O direito vale mesmo que o trabalho como mesário ocorra durante as férias do profissional.
A Justiça Eleitoral recomenda que as folgas sejam tiradas logo após as eleições, porém, não há prazo legal. Se for demitido ou sair da empresa antes, o trabalhador deve ser remunerado.
“O trabalho como mesário pode garantir outros direitos, como a preferência em caso de desempate em concursos públicos e utilização das horas trabalhadas para atividades em faculdades”, afirma a advogada Fátima Cristina Pires Miranda, do escritório Vilela, Miranda e Aguiar Fernandes Advogados.
O mesário também tem direito ao auxílio-alimentação, hoje no valor máximo de R$ 35, para cada turno da eleição.
Ausência gera multa
O mesário que faltar no dia da eleição e não apresentar justificativa ao juiz eleitoral em até 30 dias fica sujeito ao pagamento de multa no valor de 50% do salário mínimo (equivalente a R$ 606, neste ano).
“Se for servidor público, a pena será de suspensão de até 15 dias e, na eventualidade de a mesa receptora deixar de funcionar pelo não comparecimento do mesário, as penalidades previstas serão aplicadas em dobro”, afirma o TSE.
Um veículo Fiat Uno, com placas de São Mateus do Sul, pegou fogo no final da tarde desta segunda-feira, dia 2 de novembro, na área central de Mallet. A ocorrência foi registrada por volta das 16h50, na esquina das ruas XV de Novembro e Joaquim Teixeira de Lima
A equipe de reportagem da Studio W esteve no local e conversou com o motorista, que relatou como o incêndio começou.
Segundo o condutor, as chamas tiveram início na região do motor e rapidamente se espalharam pelo capô do automóvel. Como o veículo não possuía extintor de incêndio, não foi possível combater o fogo naquele momento.
Os Brigadistas Comunitários de Mallet compareceram rapidamente ao local e conseguiram controlar as chamas, impedindo que o incêndio atingisse o restante do veículo.
Criminosos levaram dois aparelhos celulares e documentos pessoais das vítimas. Polícia Militar realizou buscas, mas suspeitos não foram localizados.
Um casal foi vítima de roubo na região central do município de Rio Azul, nesta sexta-feira, dia 30 de outubro. Segundo informações da Polícia Militar, as vítimas foram surpreendidas por três homens, sendo que um deles estava armado com um facão.
De acordo com o relato das vítimas, um dos suspeitos, portando a arma branca, exigiu que entregassem os aparelhos celulares e ordenou que não reagissem.
Durante a ação, os criminosos levaram um celular Samsung A07, de cor cinza-escuro, um Xiaomi Redmi A3, de cor preta, além de documentos pessoais das vítimas.
O casal repassou aos policiais as características dos suspeitos. Um deles vestia moletom preto e boné. O segundo foi descrito como alto e magro, utilizando calça escura com detalhes refletivos, semelhante às utilizadas por trabalhadores de empresas. Já o terceiro usava calça cinza-escura e chinelos.
Após receber as informações, a equipe da Polícia Militar realizou patrulhamento pela região central, bairros e possíveis locais onde os envolvidos poderiam estar escondidos.
Apesar das buscas, nenhum dos suspeitos foi localizado.
As vítimas receberam orientações da equipe policial, e um boletim de ocorrência foi registrado para documentar os fatos.
A Polícia Civil do Paraná, por meio da 10ª Delegacia Regional de Polícia de Mallet, realizou, na quinta-feira, 29 de outubro, uma operação contra um grupo suspeito de provocar tombamentos de caminhões para saquear cargas nas rodovias da região de Paulo Frontin.
A ação resultou na prisão em flagrante de um homem por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito, além da apreensão de munições e mercadorias cuja origem está sendo investigada.
A operação contou com o cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão em duas residências e dois galpões localizados na comunidade de Fluviópolis, no município de São Mateus do Sul. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juiz das Garantias da Comarca de Mallet.
Segundo a nota divulgada pela Polícia Civil, as investigações apontam a suspeita de que integrantes do grupo derramavam óleo propositalmente sobre a pista para provocar a perda de controle e o tombamento de caminhões.
Após os acidentes, os envolvidos se aproveitariam da situação para subtrair as mercadorias transportadas.
Os fatos investigados concentram-se principalmente na BR-476, no município de Paulo Frontin, especialmente na região conhecida como “Curva do Limoeiro”, trecho que liga Paulo Frontin a São Mateus do Sul. A Polícia Civil também busca esclarecer a possível atuação dos investigados em outras rodovias da região, incluindo a BR-153.
De acordo com as apurações, as mercadorias retiradas dos caminhões seriam transportadas em veículos até imóveis utilizados para armazenamento e posterior comercialização clandestina. A polícia também investiga relatos de que integrantes do grupo utilizariam armas de fogo para intimidar caminhoneiros durante os saques.
Um dos episódios analisados ocorreu em setembro de 2025, quando um caminhão carregado com aproximadamente 2.700 caixas de frango congelado tombou na BR-476, em Paulo Frontin. Na ocasião, cerca de 220 caixas foram saqueadas. O caso passou a integrar as investigações sobre a possível atuação do grupo.
O trabalho desenvolvido pela equipe de investigação da 10ª DRP de Mallet envolveu o cruzamento de informações, análise de ocorrências policiais, denúncias e levantamentos de campo, incluindo campanas.
As diligências permitiram identificar os principais suspeitos e imóveis possivelmente relacionados às atividades investigadas.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais prenderam em flagrante um homem apontado como um dos principais suspeitos de participação no esquema, especialmente pela possível atuação na colocação de óleo nas rodovias para provocar acidentes e facilitar a retirada das cargas.
A prisão ocorreu pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Os policiais também apreenderam munições de diferentes calibres e materiais destinados à recarga de armamentos, que serão analisados durante as investigações.
Após a prisão, o investigado foi conduzido à 3ª Subdivisão Policial de São Mateus do Sul, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante. Posteriormente, ele foi encaminhado ao Departamento de Polícia Penal do Paraná (DEPPEN), permanecendo à disposição da Justiça.
Outra apreensão realizada durante a operação ocorreu em um dos galpões vistoriados, onde os policiais encontraram uma quantidade expressiva de kits de bebidas armazenados sem a apresentação de documentação que comprovasse sua origem regular.
A Polícia Civil investiga a possibilidade de que essas mercadorias sejam provenientes de saques anteriores de cargas transportadas pelas rodovias da região. Os produtos apreendidos também poderão contribuir para a identificação de possíveis destinatários das mercadorias subtraídas.
No decorrer das apurações, um homem foi indiciado pelo crime de receptação, conforme informou a 10ª Delegacia Regional de Polícia de Mallet.
As investigações continuam para esclarecer a participação de cada pessoa envolvida, identificar outros possíveis integrantes do grupo e apurar a responsabilidade daqueles que possam ter adquirido, armazenado ou comercializado mercadorias provenientes dos saques.
A Polícia Civil destacou que o derramamento proposital de óleo nas rodovias, além de representar prejuízos ao transporte de cargas, coloca em risco a vida de caminhoneiros, passageiros e demais usuários das estradas.
A instituição também reforçou que a retirada de mercadorias de veículos acidentados constitui crime e informou que denúncias sobre possíveis envolvidos ou estabelecimentos que comercializem produtos de origem criminosa podem ser encaminhadas anonimamente às autoridades.