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FEMINICÍDIO OU LATROCÍNIO? ENTENDA O MOTIVO DA POLÍCIA TER ALTERADO O ENTENDIMENTO DO ASSASSINATO

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O assassinato de Leila Ribeiro Domingues Maciel, de 23 anos, nesta segunda-feira, 27 de novembro, em Canoinhas, foi logo interpretado como um feminicídio – assassinato de mulheres em contextos marcados pela desigualdade de gênero.

O principal suspeito, é um homem de 25 anos, o qual era companheiro da vítima e estava com ela há cerca de um mês, desde que tinha deixado o Presídio Regional de Canoinhas, onde cumpria pena por outro crime. Ele foi preso mais tarde em São Mateus do Sul com o carro da vítima, um Fiat Palio.

Segundo o delegado que comanda a Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Canoinhas, Darci Nadal Junior, como houve “subtração de patrimônio”, o crime passou a ser considerado um latrocínio – roubo seguido de morte. É dessa forma que o delegado pretende denunciar Braga para o Ministério Público (MP).

Porém, como lembra o advogado criminalista Alisson de Camargo, pode ser que o MP entenda que não se trata de latrocínio e decida oferecer denúncia ao juiz criminal como um caso de feminicídio. A interpretação do delegado pode mudar, por exemplo, se o carro não estiver no nome de Leila, informação ainda não apurada.

“Se não houve roubo de um bem da vítima e, no entanto, ela foi assassinada pelo ex-companheiro, então se trata de feminicídio”, destaca o advogado, lembrando que, via de regra, feminicídios envolvem relação amorosa.

Mesmo que o MP siga considerando um latrocínio, a defesa do autor deve tentar desqualificar a tese de latrocínio. Isso porque a pena por roubo seguido de morte é maior que a de feminicídios.

A legislação atual prevê pena mínima de 12 e máxima de 30 anos para o crime de feminicídio e o Código Penal aumenta a pena de 1/3 até a metade apenas quando a vítima for menor de 14 anos. Há uma proposta de substitutivo sendo discutida no Congresso Nacional que amplia este aumento para os casos em que a vítima for menor de 18 anos. Já nos casos de latrocínio, a pena mínima já começa em 20 anos.

A sentença se dá por juiz criminal em decisão unilateral, o que também é visto por advogados como uma forma de aumentar a pena, já que se dá baseado unicamente em questões técnicas e não nas nuances que um bom advogado de defesa pode colocar na cabeça de jurados em um júri popular.

Braga segue internado em um hospital de União da Vitória. Ele se machucou ao se acidentar durante tentativa de fuga com o veículo que era de Leila. Assim que ele receber alta médica vai cumprir prisão temporária no Presídio Regional de Canoinhas.

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Homem destrói comércio, agride idoso e termina presp pela Polícia de União da Vitória

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Um homem foi detido pela Polícia Militar na noite desta terça-feira (15), após causar danos em um estabelecimento comercial, ameaçar a proprietária e agredir pessoas durante uma confusão no Centro de União da Vitória.

Segundo a PM, o homem chegou ao comércio visivelmente alterado e exigiu bebidas. Após ter o atendimento negado por não realizar o pagamento, ele passou a agir de forma agressiva e quebrou a vidraça da porta de entrada do estabelecimento.

Populares tentaram conter o homem, mas durante a confusão ocorreram agressões. Um idoso acabou atingido, caiu e bateu a cabeça, precisando ser internado.

A proprietária do comércio também relatou ter sido gravemente ameaçada.

O homem foi imobilizado por populares até a chegada da Polícia Militar. A equipe assumiu o controle da situação, deu voz de prisão ao agressor e o encaminhou à Delegacia.

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Moradora denuncia perturbação do sossego em condomínio de União da Vitória

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A Polícia Militar foi acionada por volta das 0h40 desta quarta-feira (16), para verificar uma denúncia de perturbação do sossego em um condomínio no bairro São Bernardo, em União da Vitória.

A moradora relatou que enfrenta problemas recorrentes com barulhos provocados por vizinhos, inclusive durante a madrugada, e afirmou que o conflito já se estende há anos.

Apesar da denúncia, no momento em que os policiais chegaram ao local, nenhum ruído aparente foi constatado.

A equipe realizou a averiguação e orientou a moradora sobre os direitos e procedimentos legais cabíveis. O boletim foi registrado com base nos relatos apresentados pela solicitante.

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PCPR prende um acusado por furto qualificado e outro investigado por descumprimento de medidas protetivas na região de Irati

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 41ª Delegacia Regional de Polícia de Irati, realizou duas prisões distintas em cumprimento a mandados de prisão preventiva expedidos pelo Poder Judiciário.

A primeira prisão ocorreu no início da tarde, quando um homem de 26 anos compareceu e apresentou-se espontaneamente na unidade policial. Contra ele, havia uma ordem de prisão preventiva em aberto pelas práticas do crime de furto qualificado cometido em 03/08/2026, na região central de Irati/PR.

O coautor do referido delito patrimonial já se encontrava recolhido no sistema prisional, tendo sido preso pelas equipes policiais no dia 21 de agosto, na localidade de Caratuva, área rural deste município. Ambos já foram denunciados pelo Ministério Público, respondendo a ação penal atualmente.



Na segunda ação realizada nesta data, os policiais civis deslocaram-se até o município vizinho de Fernandes Pinheiro para dar cumprimento a mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar em desfavor de um homem de 42 anos.

O indivíduo é investigado pelos crimes de ameaça e descumprimento de medidas protetivas de urgência no âmbito da violência doméstica contra a ex-mulher, cometidos em 02/09/2026, no município de Irati.

Destaca-se que o suspeito já cumpria pena em regime semiaberto harmonizado com monitoramento eletrônico, com condenação pelo crime de receptação.

Durante as diligências no imóvel, foi apreendido um aparelho celular, o qual passará por perícia técnica para subsidiar o inquérito policial.

Ambos os detidos foram encaminhados à custódia da Polícia Penal, onde permanecem à disposição da Justiça.

A PCPR reforça o pedido de colaboração da população com informações que auxiliem na elucidação e repressão de crimes na região. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos números 197 da Polícia Civil ou 181 do Disque-Denúncia.


Fonte e Fotos: PCPR/Repórter Kiko de Oliveira

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