O Paraná recebeu nesta quinta-feira (22) o primeiro lote de vacinas contra a dengue, enviado pelo Ministério da Saúde. A remessa com 35.025 doses do imunizante Qdenga, produzido pela farmacêutica Takeda, teve seu envio antecipado após diálogos das secretarias estaduais com a pasta federal. Ao todo serão encaminhadas 523.005 vacinas para os estados. A entrega também vai contemplar Bahia, Tocantins, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul, Roraima, Espírito Santo, Minas Gerais e Santa Catarina.
A descentralização das vacinas começaram nesta quinta e foi concluída na sexta-feira (23) para 21 municípios da 17ª Regional de Saúde de Londrina e nove da 9ª RS de Foz do Iguaçu, de acordo com a orientação da União, por meio da Nota Técnica 14/2024 .
Os contemplados são Londrina, Cambé, Rolândia, Jaguapitã, Ibiporã, Florestópolis, Bela Vista do Paraíso, Jataizinho, Primeiro de Maio, Sertanópolis, Tamarana, Porecatu, Assaí, Miraselva, Lupionópolis, Guaraci, Centenário do Sul, Alvorada do Sul, Pitangueiras, Prado Ferreira, Cafeara, Foz do Iguaçu, Medianeira, São Miguel do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Missal, Itaipulândia, Matelândia, Serranópolis do Iguaçu e Ramilândia.
A faixa etária definida como prioritária para a imunização é de crianças de 10 a 14 anos, e o Ministério da Saúde recomenda que a aplicação seja iniciada para as idades de 10 a 11 anos. O protocolo de vacinação requer duas doses, com um intervalo de 90 dias entre elas. As vacinas destinadas para aplicação da segunda dose serão enviadas posteriormente.
A vacina possui vírus vivos da dengue que foram enfraquecidos de maneira controlada. Essa abordagem possibilita o desencadeamento de uma resposta imunológica, o que facilita uma reação mais rápida do organismo em situações de exposição real ao vírus.
“A chegada da vacina é um ponto importante em nosso combate pela redução do número de casos confirmados e mortes pela dengue. Vínhamos dialogando com o ministério para conseguir o envio dessas doses o quanto antes, e agradecemos essa sensibilização pelo pedido. Mas seguimos ressaltando a necessidade de uma ampliação no processo de distribuição de doses ao Paraná e também dos cuidados que são comuns a todos, principalmente com água parada”, comentou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) investiga a morte de um homem de 59 anos, de Foz do Iguaçu, suspeita de ter sido causada por intoxicação por metanol. Ele faleceu na terça-feira (14), após ingerir bebida alcoólica.
Até o momento, o Paraná registrou 17 notificações: quatro casos confirmados (todos em Curitiba), 12 descartados e um óbito em investigação. Dois pacientes já receberam alta e dois seguem internados, um deles em estado grave.
O secretário em exercício da Saúde, César Neves, destacou que o Estado segue em alerta e reforçou as ações de monitoramento e fiscalização.
A Sesa recebeu do Ministério da Saúde 84 frascos de fomepizol e adquiriu 424 ampolas de etanol farmacêutico, ambos usados como antídotos para intoxicação por metanol. Quatro pacientes já receberam o tratamento.
Os sintomas de intoxicação podem aparecer entre 6 e 72 horas após a ingestão, e incluem dor de cabeça, náuseas, vômitos, sonolência, falta de coordenação, tontura e confusão mental.
Sintomas graves: dor abdominal intensa, alterações visuais (visão embaçada, pontos escuros, sensibilidade à luz ou cegueira súbita), dificuldade para respirar, convulsões e coma.
A Sesa orienta que pessoas com sintomas procurem atendimento médico imediato e alerta para cuidados na compra de bebidas: adquirir apenas de locais confiáveis, verificar lacres, rótulos e selos fiscais.
ATENDIMENTO – A Sesa orienta que, em casos de sintomas, os pacientes devem procurar um serviço de saúde imediatamente. Todos os casos suspeitos de intoxicação por metanol devem ser reportados e discutidos com um dos quatro Centros de Informação e Assistência Toxicológica do Paraná, que vão orientar sobre a conduta clínica e notificar imediatamente a Sesa por meio da Rede CIATox do Paraná.
– CIATox Curitiba: 0800 041 0148
– CIATox Londrina: (43) 3371-2244
– CIATox Maringá: (44) 3011-9127
– CIATox Cascavel: (45) 3321-5261
MEDIDAS DE PREVENÇÃO – A Sesa orienta alguns cuidados ao consumir bebidas alcoólicas:
– Compre apenas de locais confiáveis e desconfie de preços muito baixos.
– Verifique se o líquido está limpo e se o lacre da garrafa está intacto.
– Rótulos tortos, borrados ou com erros podem indicar falsificação.
– Confira se a embalagem tem o registro do Ministério da Agricultura, Pecuária e
– Abastecimento (MAPA), que garante a fiscalização da produção.
– Em bebidas destiladas, veja se há o selo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que indica que o produto passou pela inspeção oficial.
– Estabelecimentos devem exigir nota fiscal dos fornecedores para garantir a origem das bebidas.
– Em caso de suspeita de intoxicação, procure atendimento médico imediatamente.
O Paraná apresentou uma queda expressiva nos indicadores da dengue neste ano. Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) aponta que entre janeiro e julho de 2025 o número de casos confirmados da doença caiu 85,72% em relação ao mesmo período do ano passado, passando de 613.371 em 2024 para 87.598 neste ano.
A redução também foi observada nos óbitos, que passaram de 729 em 2024 para 129 em 2025, numa queda de 82,30%. Já o número de notificações da doença teve redução de 72,13%, caindo de 910.855 para 253.889.
“A expressiva redução de casos e óbitos por dengue é resultado de um trabalho intenso que vem sendo realizado em parceria com os municípios. Estamos investindo em tecnologias mais eficazes para o monitoramento e controle do vetor, capacitando nossas equipes e fortalecendo a atuação na atenção básica e na vigilância em saúde”, disse o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.
Assim como no ano passado, os sorotipos circulantes da doença no Paraná são o DENV-1, 2 e 3. Os dados podem ser analisados nos boletins divulgados pela Secretaria da Saúde neste site. Atualmente, a divulgação do boletim é realizada quinzenalmente.
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) divulgou nesta terça-feira (08) o informe epidemiológico semanal da dengue. Foram registrados mais 1.535 casos da doença e quatro óbitos. Os dados acumulados do ano epidemiológico 2025 totalizam 247.134 notificações, 84.384 diagnósticos confirmados e 101 mortes em decorrência da dengue no Estado.
No total, 398 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 379 possuem casos confirmados. Os novos óbitos ocorreram entre março e junho, sendo uma mulher e três homens, com idades entre 23 e 50 anos, três deles sem comorbidades. Os pacientes residiam em Palmital, na 5ª Regional de Saúde (RS) de Guarapuava; Cafelândia e Cascavel, na 10ª RS de Cascavel; e Santo Inácio, na 15ª RS de Maringá.
As regionais com mais casos confirmados neste período epidemiológico são a 17ª RS de Londrina (20.402); 14ª RS de Paranavaí (12.378); 15ª RS de Maringá (10.572); 19ª RS de Jacarezinho (6.788); e 12ª RS de Umuarama (5.127).
OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação inclui ainda dados sobre Chikungunya e Zika, doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 5.071 casos de Chikungunya, num total de 10.079 notificações da doença no Estado, e mais dois óbitos. Os pacientes residiam em Ponta Grossa (3ª RS) e Cascavel (10ª RS), totalizando, no acumulado deste ano, cinco óbitos confirmados pelo agravo no Estado.
Quanto ao vírus Zika, foram registradas 125 notificações até a publicação deste boletim, sem nenhum caso confirmado.
FEBRE OROPOUCHE – A Sesa também publica neste boletim os casos de Oropouche no Estado, nos municípios de Adrianópolis (138 casos autóctones) e Morretes (2 casos autóctones), além do registro de um caso importado no município de Arapongas (importado do Espírito Santo).
A febre Oropouche é causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), transmitido principalmente pelo inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Após picar uma pessoa ou animal infectado, o vetor pode transmitir o vírus a outras pessoas.
Confira o Informe Semanal completo das arboviroses AQUI. Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.