Uma mulher foi denunciada por estelionato em Canoinhas depois de ter, supostamente, pedido doações em dinheiro alegando que os valores seriam utilizados para custear o tratamento de uma doença crônica e grave que acometia sua filha. Ela ainda teria feito empréstimos bancários em nome de algumas pessoas, que alegam terem sido vítimas de um golpe.
Uma das pessoas que alegam terem sido vítimas da suposta golpista procurou a reportagem do JMais e detalhou sua versão sobre o ocorrido. Segundo ela, a mulher denunciada é de sua própria família, e a teria procurado após um longo período sem contato, dizendo que a ajudaria na parte administrativa de seu negócio, que envolve produção de alimentos.
“Ela dizia que ia me ajudar e que não iria me cobrar nada, então ela tinha total acesso ao meu celular, às minhas senhas e às minhas finanças”, comentou.
A vítima é canoinhense, mas morou fora da cidade por alguns anos. Assim que voltou a Canoinhas e iniciou o seu próprio empreendimento, a suposta golpista teria a procurado via redes sociais. “Apesar de sermos parentes, nunca fomos próximas e nunca tivemos muito contato, mas ela se aproximou recentemente e, além de dizer que me ajudaria nessas questões que envolvem as finanças do meu negócio, veio com a história de que a filha dela estava muito doente”, afirmou.
Fibrose cística teria sido o diagnóstico alegado pela suposta golpista em relação ao quadro de saúde de sua filha adolescente.
A vítima disse à reportagem do JMais que, assim que a mulher informou pela primeira vez sobre a suposta doença da filha, teria comentado também que os custos para a família eram altos, devido a diversas viagens a Blumenau e Florianópolis para o suposto tratamento relacionado à condição da filha. “Ela disse que o plano de saúde não cobria os custos dos exames e do tratamento e, por este motivo, precisava de dinheiro”.
A tática utilizada pela suposta golpista passa a se desenhar a partir deste momento. A mulher teria pedido para que a vítima fizesse um empréstimo bancário e repassasse o dinheiro a ela, com a promessa de que pagaria pelas parcelas do montante emprestado. “Ela disse que precisava de um empréstimo de R$ 4 mil, porque a injeção para o tratamento da filha custava R$ 13 mil, mas já tinha uma parte deste valor guardado e usaria”, informou a vítima.