A Secretaria de Estado da Educação do Paraná aplica, a partir desta semana, a Prova Paraná (versão impressa) e a Prova Paraná Digital. As avaliações, de iniciativa da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), têm o objetivo de analisar o desempenho dos estudantes da rede estadual em diferentes etapas da educação e, a partir dos resultados, monitorar e melhorar a qualidade da educação no Estado.
Os dados são utilizados para a implementação das estratégias pedagógicas necessárias para o fortalecimento do aprendizado. Entre esta quarta, 21 e quinta-feira, 22, será aplicada a segunda edição de 2024 da Prova Paraná – versão impressa.
O teste é realizado por todos os estudantes da rede estadual de ensino e abrange todas as disciplinas, com o objetivo de fornecer um diagnóstico sobre o nível de aprendizado dos alunos de cada série em relação aos conteúdos abordados em sala de aula neste último trimestre.
A avaliação é aplicada na escola onde o aluno está matriculado e tem duração de 2h30, durante o horário de aula. A primeira Prova Paraná impressa já foi feita neste ano, no mês de abril. A terceira e última avaliação de 2024 acontece em novembro.
Também começou, nesta terça-feira (20), a Prova Paraná Digital. A coordenadora de Avaliação da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, Jussielli de Oliveira, explica que ela é aplicada a partir de um cronograma, realizado de acordo com a quantidade de estudantes por núcleo. “É uma avaliação também trimestral e diagnóstica, direcionada a estudantes do oitavo e nono anos, nos componentes curriculares de língua portuguesa, matemática e ciências da natureza”, diz. A versão digital da avaliação será aplicada até o dia 30 de agosto.
PROVA PARANÁ MAIS – A Prova Paraná regular e digital são avaliações distintas da Prova Paraná Mais, que acontece entre outubro e novembro. A Prova Paraná (nas versões regular e digital), é aplicada para todos os alunos da rede a cada trimestre.
Já a Prova Paraná Mais é direcionada aos estudantes que estão no fim de cada etapa de ensino – aqueles de 2º ano do Ensino Fundamental (etapa final da alfabetização); alunos do 5º ano do fundamental (último dos anos iniciais); do 9º ano do fundamental (último dos anos finais); e da 3ª série do ensino médio (ou 4ª série para estudantes da Educação Profissional). As notas da Prova Paraná Mais, também poderão contribuir para o acesso dos estudantes aos cursos das universidades estaduais do Paraná.
“A Prova Paraná Mais e a Prova Paraná têm muitas diferenças. A Prova Paraná é uma avaliação diagnóstica do trimestre, ela avalia apenas os conteúdos daquele trimestre específico e a secretaria entrega para cada professor, para cada escola, esse resultado. É algo muito imediato”, destaca o secretário estadual da Educação, Roni Miranda. “Já a Prova Paraná Mais é uma avaliação de desempenho, para ver os níveis de aprendizagem dos estudantes”.
PROVA PARANÁ – Os dois dias de prova são divididos de acordo com as áreas de conhecimento. Em um deles, os alunos responderão perguntas de Língua Portuguesa e Matemática. No outro, o conteúdo será referente às áreas de Língua Inglesa, Ciências Humanas e Ciências da Natureza.
A divisão é a mesma para todos os estudantes da modalidade regular, desde o ensino fundamental II (6º a 9º ano) até o ensino médio (1ª a 3ª série), com a inclusão dos componentes de Educação Financeira, Pensamento Computacional e, para as 3ª séries, as questões dos Itinerários Formativos do Novo Ensino Médio (NEM).
Já para alunos da EJA (Educação de Jovens e Adultos), a divisão dos conteúdos varia de acordo com o semestre cursado. As escolas fornecerão ainda, provas adaptadas às necessidades dos estudantes da Educação Especial.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 10ª Delegacia Regional de Polícia de Mallet, prendeu preventivamente, na quarta-feira (19), uma jovem de 19 anos investigada pelos crimes de coação no curso do processo e ameaça. A ação faz parte dos desdobramentos da investigação que apura a morte do idoso Zenovio Vasko, vítima de um atropelamento registrado em 19 de julho de 2026.
De acordo com a Polícia Civil, durante o andamento das investigações surgiram indícios de que pessoas ligadas aos investigados estariam intimidando uma testemunha presencial do caso, com o objetivo de impedir que ela revelasse às autoridades o que realmente aconteceu no dia do acidente.
Segundo o delegado Dr. Thiers Andregotti, responsável pela investigação, a jovem presa já era investigada por ter ameaçado uma das principais testemunhas do caso. Conforme a apuração, ela teria afirmado que “quebraria sua outra perna” caso a testemunha contasse a verdade à polícia. A ameaça, de acordo com a investigação, tinha como finalidade influenciar o depoimento e favorecer pessoas investigadas pelo atropelamento.
As intimidações, no entanto, não cessaram após a realização de uma operação policial que resultou na prisão de outros quatro investigados. Conforme a PCPR, a mulher também teria publicado em um perfil aberto no Facebook um comentário direcionado à testemunha, dizendo: “uma hora a casa cai, vc não vai sair ilesa dessa!”.
O conteúdo foi documentado pela equipe de investigação e passou a ser apurado também como um novo crime de ameaça.
Ao decretar a prisão preventiva, o Poder Judiciário destacou que as ameaças ocorreram em mais de uma ocasião e continuaram mesmo após a atuação da Polícia Civil e a prisão de outros envolvidos, evidenciando risco concreto à produção das provas e à liberdade da testemunha para prestar seu depoimento.
Ainda segundo as investigações, referências a pessoas supostamente ligadas ao tráfico de drogas na região também teriam sido utilizadas como forma de intimidar a testemunha e aumentar o temor de possíveis represálias.
A Polícia Civil informou que as investigações sobre o caso seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias relacionadas ao atropelamento que vitimou Zenovio Vasko, bem como para identificar a eventual participação de outras pessoas nos crimes investigados.
VEJA NA INTEGRA A NOTA EMITIDA PELA 10ª DRP DE MALLET
Da redação Rádio Najuá / Imagens: Redes sociais/PRF
Foram divulgados os nomes das vítimas do grave acidente envolvendo um ônibus da Secretaria Municipal de Saúde de Imbituva e uma carreta, ocorrido na madrugada desta quarta-feira (19), na BR-373, em Ipiranga, nos Campos Gerais.
A tragédia deixou 23 pessoas mortas, sendo duas crianças e 21 adultos. Entre as vítimas estão 13 mulheres e oito homens.
Vítimas
Até o momento, foram confirmados os seguintes nomes:
ADENILSON CHAVES DOS SANTOS, 37 ANOS
AZELIA GRISOSKI STADLER, 75 ANOS
CINTHIA SOUZA DE OLIVEIRA, 35 ANOS
CLODOALDO ANANIAS RIBEIRO DE JESUS, 56 ANOS
CRISTIANE LUÍZA DA SILVA, 29 ANOS
EDENILZE TERESINHA BRONGUEL DE JESUS, 50 ANOS
EDINEIA LEMES BATISTA, 38 ANOS
ELISABETH DO ROCIO MALAQUIAS RODRIGUES, 54 ANOS
ELISANDRA BATISTA, 6 ANOS
ERICK CEZAR WIERTEL, 38 ANOS (motorista do micro-ônibus)
EVELYN CRISTINA DE JESUS SILVA, 10 ANOS
IVONETE DAS GRAÇAS MALAQUIAS, 59 ANOS
JOÃO PAULO DE ALMEIDA, 26 ANOS
LIANE BIENERT, 56 ANOS
LUCIMARA GUILHERME, 30 ANOS
MARCOS VINICIUS MARCONATO, 45 ANOS
MEIRIELLI NEIVERTH MARCONATO, 44 ANOS
MIRIAM VIEIRA MAGALHÃES, 50 ANOS
NELSON LUIZ BRONGUEL, 61 ANOS
ROSEMARI NORTOK COSMO, 58 ANOS
VALDERI STADLER, 47 ANOS
WILLIENY BRANDT MARCONATO, 32 ANOS
ALEX RIVAIL – motorista da carreta
A identificação das demais vítimas ainda está sendo realizada pela Polícia Científica. Novos nomes serão divulgados oficialmente conforme os procedimentos de identificação forem concluídos e as famílias forem comunicadas.
Como aconteceu o acidente
A colisão aconteceu por volta das 3h30, no km 209 da BR-373. O ônibus da Secretaria de Saúde de Imbituva seguia para hospitais da Região Metropolitana de Curitiba, transportando pacientes que seriam atendidos na região.
A carreta, com placas de Erechim (RS) e que estava sem carga, seguia no sentido de Ponta Grossa para Prudentópolis. O caminhoneiro Alex Rivail, uma das vítimas, era morador de Castro.
Segundo os levantamentos preliminares apresentados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), a carreta saiu da faixa em que trafegava e atingiu o ônibus que vinha no sentido contrário.
O chefe da Delegacia da PRF de Ponta Grossa, inspetor Luís Fernando Berteli, afirmou que essa é uma das principais evidências encontradas no local. As circunstâncias que levaram o caminhão a invadir a pista contrária, porém, ainda são investigadas.
“Já foi definido que esse veículo cruzou, saiu da sua faixa, pegando o veículo na contramão de direção”, afirmou Berteli.
O tacógrafo da carreta, equipamento que registra informações como velocidade, tempo de deslocamento e paradas, estava aferido, mas não estava em pleno funcionamento no momento da colisão, conforme a PRF.
Questionado sobre a possibilidade de o motorista ter dormido ao volante, o inspetor afirmou que essa hipótese será considerada durante a investigação.
“Pelo horário, pelas condições, não tinha nenhuma condição adversa climática, uma neblina ou chuva no local. E pelo horário, existe essa possibilidade”, explicou.
No entanto, Berteli ressaltou que ainda é necessário aguardar os laudos da PRF e da Polícia Científica antes de apontar a causa do acidente.
Cinco pessoas sobreviveram
Além das 23 mortes, cinco pessoas sobreviveram e foram encaminhadas para unidades de saúde de Ponta Grossa:
Edenilda Taymara Pereira de Medeiros, 26 anos — UPA Santa Paula;
Assis Cabreira, 50 anos — Hospital Universitário (HU);
Luan Gabriel de Brito, 6 anos — HUMAI;
Elio Antônio Rosa, 49 anos — Hospital Universitário (HU);
João Miguel Pereira, 22 anos — UPA Santa Paula.
Identificação das vítimas
Devido à dimensão da ocorrência, a Polícia Científica mobilizou equipes de Ponta Grossa, Curitiba e Guarapuava e acionou o protocolo DVI (Identificação de Vítimas em Desastres).
Os corpos foram encaminhados à Unidade de Execução Técnico-Científica (UETC) de Ponta Grossa, onde são realizados os exames e demais procedimentos necessários para a identificação.
O secretário de Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Teixeira, afirmou que a prioridade das forças de segurança é concluir a identificação para permitir a liberação dos corpos às famílias.
Apoio aos familiares
A Prefeitura de Imbituva disponibilizou equipes de psicólogos e enfermagem para oferecer acolhimento, apoio e assistência aos familiares das vítimas.
A Polícia Científica também disponibilizou o telefone (42) 99905-9533 para atendimento aos familiares.
A BR-373 ficou totalmente interditada durante o atendimento da ocorrência, a realização da perícia e a remoção dos veículos. O acidente mobilizou equipes da PRF, Polícia Científica, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e concessionária responsável pela rodovia.
Uma tragédia foi registrada na madrugada desta quarta-feira dia 19 de agosto na BR-373, em Ipiranga, nos Campos Gerais do Paraná. Por volta das 3h30, um grave acidente envolvendo um ônibus da Secretaria Municipal de Saúde de Imbituva e um caminhão com placas de Erechim (RS) resultou na morte de ao menos 23 pessoas.
De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), as evidências preliminares apontam que o caminhão, que seguia no sentido Ponta Grossa–Prudentópolis, teria invadido a pista contrária, colidindo frontalmente com o ônibus que transportava pacientes de Imbituva para hospitais da Região Metropolitana de Curitiba, onde passariam por atendimentos médicos.
A maior parte das vítimas fatais estava no ônibus. O motorista do caminhão também morreu no local. Além dos óbitos confirmados, outras cinco pessoas ficaram feridas e foram socorridas por equipes de emergência, sendo encaminhadas para hospitais da região.
O acidente ocorreu no quilômetro 209 da rodovia, que permaneceu totalmente interditada durante o atendimento da ocorrência, realização da perícia e remoção dos veículos envolvidos.
Atuaram no local equipes da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica e da concessionária responsável pelo trecho. Todos os corpos das vítimas foram encaminhados para a nova sede da Polícia Científica, em Ponta Grossa, onde serão realizados os procedimentos de identificação.
A tragédia provocou longas filas na rodovia, com cerca de cinco quilômetros de congestionamento no sentido Ponta Grossa e aproximadamente 12 quilômetros no sentido Prudentópolis.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, esta é a ocorrência com o maior número de mortes registrada nas rodovias federais do Paraná desde janeiro de 2021, quando um ônibus tombou na BR-376, em Guaratuba, causando a morte de 19 pessoas.
As causas do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes.