O que é o Dia Internacional da Igualdade Feminina?
O Dia Internacional da Igualdade Feminina foi implementado pelo Congresso dos Estados Unidos, no dia 26 de agosto de 1973, em homenagem à data de aprovação da emenda que permitiu o voto às mulheres. A data tem como intuito celebrar e trazer visibilidade às questões de equidade de gênero, e a importância do papel da mulher na sociedade contemporânea.
Apesar dos avanços desde então, ainda temos um longo caminho para traçar até que a igualdade de gênero seja alcançada na sociedade. Vem entender tudo sobre o movimento que deu origem a luta feminista, os avanços que já tivemos na sociedade desde então, e todo o caminho que ainda temos a traçar.
Movimento sufragista: o início da luta
Foto: Expedição Oriente/Reprodução
A conquista do voto, e de diversos outros direitos da mulher, só foi possível graças ao movimento sufragista ao redor do mundo. O movimentosurgiu no século XIX com o propósito de lutar pela participação feminina na política, implicando que as mulheres tivessem o direito de votar, e também de ser votadas.
As sufragistas, mulheres que faziam parte do movimento, argumentavam que se elas eram aptas para prestar serviços que exigiam extrema responsabilidade, também seriam capazes para participar da política.
O sufrágio feminino ganhou força ao redor do mundo inteiro, até que vários países fizeram alterações em suas respectivas legislações, e passaram a inserir a mulher na política, e em mais formas ativas dentro da sociedade.
Dia Internacional da Igualdade Feminina: o cenário brasileiro
Jornal de 1924 mostra opiniões do Senado sobre o sufrágio feminino. Foto: Poder 360.
O movimento sufragista só veio a ganhar força no Brasil durante o século XX. Em 1910, foi fundado o Partido Republicano Feminino, pela professora baiana Leolinda Daltro, e doze anos depois, Bertha Lutz inaugurou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino.
Foi há 90 anos, lá em 1934, que o direito ao voto foi concebido às mulheres, e apenas em 1946 que o voto feminino foi declarado obrigatório, assim como o masculino.
Alzira Soriano, primeira prefeita do Brasil. Foto: Mundo Educação
De lá pra cá, ainda vemos heranças de uma sociedade patriarcal no que diz respeito às desigualdades entre o homem e a mulher.
Confira alguns dados sobre a participação da mulher no mercado de trabalho brasileiro
Dados atuais da Bain & Company afirmam que apenas 3% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres;
O Brasil é o segundo país da América Latina com menos mulheres em cargos de alta gerência;
De acordo com levantamento da Hays Executive, 55% das mulheres em cargos nível 1 têm idade entre 51 e 60 anos, enquanto a maioria dos homens têm entre 41 e 50 anos;
Se seguíssimos no ritmo atual, seriam necessários 59 anos para eliminar as desigualdades de gênero no Brasil;
Desigualdade salarial: mesmo realizando as mesmas funções que o homem no mercado de trabalho, a mulher pode ganhar até 30% a menos. Essa diferença dispara ainda mais quando se refere às mulheres negras.
Dados trazidos pelo SEBRAE, de 2019, apontam que mulheres donas do próprio negócio recebem 22% a menos que os homens.
Manifestação no Rio de Janeiro contra a violência de gênero na América Latina. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Dia Internacional da Igualdade Feminina: a luta continua
O Dia Internacional da Igualdade Feminina não serve apenas para comemoração, ele é um lembrete do longo caminho que ainda temos a percorrer.
Cobre dos políticos que tenham mulheres trabalhando nas suas campanhas e equipes, cobre das empresas que paguem as mulheres o mesmo que pagam aos homens, escute as mulheres ao seu redor, dê chances, oportunidades, eduque-se. Lute ao lado das mulheres para dar seu merecido espaço.
Foto: Elineudo Meira
E aí, você já conhecia o Dia Internacional da Igualdade Feminina? Tem alguma informação sobre o tema que gostaria de compartilhar? Conta pra gente nos comentários!
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 10ª Delegacia Regional de Polícia de Mallet, prendeu preventivamente, na quarta-feira (19), uma jovem de 19 anos investigada pelos crimes de coação no curso do processo e ameaça. A ação faz parte dos desdobramentos da investigação que apura a morte do idoso Zenovio Vasko, vítima de um atropelamento registrado em 19 de julho de 2026.
De acordo com a Polícia Civil, durante o andamento das investigações surgiram indícios de que pessoas ligadas aos investigados estariam intimidando uma testemunha presencial do caso, com o objetivo de impedir que ela revelasse às autoridades o que realmente aconteceu no dia do acidente.
Segundo o delegado Dr. Thiers Andregotti, responsável pela investigação, a jovem presa já era investigada por ter ameaçado uma das principais testemunhas do caso. Conforme a apuração, ela teria afirmado que “quebraria sua outra perna” caso a testemunha contasse a verdade à polícia. A ameaça, de acordo com a investigação, tinha como finalidade influenciar o depoimento e favorecer pessoas investigadas pelo atropelamento.
As intimidações, no entanto, não cessaram após a realização de uma operação policial que resultou na prisão de outros quatro investigados. Conforme a PCPR, a mulher também teria publicado em um perfil aberto no Facebook um comentário direcionado à testemunha, dizendo: “uma hora a casa cai, vc não vai sair ilesa dessa!”.
O conteúdo foi documentado pela equipe de investigação e passou a ser apurado também como um novo crime de ameaça.
Ao decretar a prisão preventiva, o Poder Judiciário destacou que as ameaças ocorreram em mais de uma ocasião e continuaram mesmo após a atuação da Polícia Civil e a prisão de outros envolvidos, evidenciando risco concreto à produção das provas e à liberdade da testemunha para prestar seu depoimento.
Ainda segundo as investigações, referências a pessoas supostamente ligadas ao tráfico de drogas na região também teriam sido utilizadas como forma de intimidar a testemunha e aumentar o temor de possíveis represálias.
A Polícia Civil informou que as investigações sobre o caso seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias relacionadas ao atropelamento que vitimou Zenovio Vasko, bem como para identificar a eventual participação de outras pessoas nos crimes investigados.
VEJA NA INTEGRA A NOTA EMITIDA PELA 10ª DRP DE MALLET
Da redação Rádio Najuá / Imagens: Redes sociais/PRF
Foram divulgados os nomes das vítimas do grave acidente envolvendo um ônibus da Secretaria Municipal de Saúde de Imbituva e uma carreta, ocorrido na madrugada desta quarta-feira (19), na BR-373, em Ipiranga, nos Campos Gerais.
A tragédia deixou 23 pessoas mortas, sendo duas crianças e 21 adultos. Entre as vítimas estão 13 mulheres e oito homens.
Vítimas
Até o momento, foram confirmados os seguintes nomes:
ADENILSON CHAVES DOS SANTOS, 37 ANOS
AZELIA GRISOSKI STADLER, 75 ANOS
CINTHIA SOUZA DE OLIVEIRA, 35 ANOS
CLODOALDO ANANIAS RIBEIRO DE JESUS, 56 ANOS
CRISTIANE LUÍZA DA SILVA, 29 ANOS
EDENILZE TERESINHA BRONGUEL DE JESUS, 50 ANOS
EDINEIA LEMES BATISTA, 38 ANOS
ELISABETH DO ROCIO MALAQUIAS RODRIGUES, 54 ANOS
ELISANDRA BATISTA, 6 ANOS
ERICK CEZAR WIERTEL, 38 ANOS (motorista do micro-ônibus)
EVELYN CRISTINA DE JESUS SILVA, 10 ANOS
IVONETE DAS GRAÇAS MALAQUIAS, 59 ANOS
JOÃO PAULO DE ALMEIDA, 26 ANOS
LIANE BIENERT, 56 ANOS
LUCIMARA GUILHERME, 30 ANOS
MARCOS VINICIUS MARCONATO, 45 ANOS
MEIRIELLI NEIVERTH MARCONATO, 44 ANOS
MIRIAM VIEIRA MAGALHÃES, 50 ANOS
NELSON LUIZ BRONGUEL, 61 ANOS
ROSEMARI NORTOK COSMO, 58 ANOS
VALDERI STADLER, 47 ANOS
WILLIENY BRANDT MARCONATO, 32 ANOS
ALEX RIVAIL – motorista da carreta
A identificação das demais vítimas ainda está sendo realizada pela Polícia Científica. Novos nomes serão divulgados oficialmente conforme os procedimentos de identificação forem concluídos e as famílias forem comunicadas.
Como aconteceu o acidente
A colisão aconteceu por volta das 3h30, no km 209 da BR-373. O ônibus da Secretaria de Saúde de Imbituva seguia para hospitais da Região Metropolitana de Curitiba, transportando pacientes que seriam atendidos na região.
A carreta, com placas de Erechim (RS) e que estava sem carga, seguia no sentido de Ponta Grossa para Prudentópolis. O caminhoneiro Alex Rivail, uma das vítimas, era morador de Castro.
Segundo os levantamentos preliminares apresentados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), a carreta saiu da faixa em que trafegava e atingiu o ônibus que vinha no sentido contrário.
O chefe da Delegacia da PRF de Ponta Grossa, inspetor Luís Fernando Berteli, afirmou que essa é uma das principais evidências encontradas no local. As circunstâncias que levaram o caminhão a invadir a pista contrária, porém, ainda são investigadas.
“Já foi definido que esse veículo cruzou, saiu da sua faixa, pegando o veículo na contramão de direção”, afirmou Berteli.
O tacógrafo da carreta, equipamento que registra informações como velocidade, tempo de deslocamento e paradas, estava aferido, mas não estava em pleno funcionamento no momento da colisão, conforme a PRF.
Questionado sobre a possibilidade de o motorista ter dormido ao volante, o inspetor afirmou que essa hipótese será considerada durante a investigação.
“Pelo horário, pelas condições, não tinha nenhuma condição adversa climática, uma neblina ou chuva no local. E pelo horário, existe essa possibilidade”, explicou.
No entanto, Berteli ressaltou que ainda é necessário aguardar os laudos da PRF e da Polícia Científica antes de apontar a causa do acidente.
Cinco pessoas sobreviveram
Além das 23 mortes, cinco pessoas sobreviveram e foram encaminhadas para unidades de saúde de Ponta Grossa:
Edenilda Taymara Pereira de Medeiros, 26 anos — UPA Santa Paula;
Assis Cabreira, 50 anos — Hospital Universitário (HU);
Luan Gabriel de Brito, 6 anos — HUMAI;
Elio Antônio Rosa, 49 anos — Hospital Universitário (HU);
João Miguel Pereira, 22 anos — UPA Santa Paula.
Identificação das vítimas
Devido à dimensão da ocorrência, a Polícia Científica mobilizou equipes de Ponta Grossa, Curitiba e Guarapuava e acionou o protocolo DVI (Identificação de Vítimas em Desastres).
Os corpos foram encaminhados à Unidade de Execução Técnico-Científica (UETC) de Ponta Grossa, onde são realizados os exames e demais procedimentos necessários para a identificação.
O secretário de Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Teixeira, afirmou que a prioridade das forças de segurança é concluir a identificação para permitir a liberação dos corpos às famílias.
Apoio aos familiares
A Prefeitura de Imbituva disponibilizou equipes de psicólogos e enfermagem para oferecer acolhimento, apoio e assistência aos familiares das vítimas.
A Polícia Científica também disponibilizou o telefone (42) 99905-9533 para atendimento aos familiares.
A BR-373 ficou totalmente interditada durante o atendimento da ocorrência, a realização da perícia e a remoção dos veículos. O acidente mobilizou equipes da PRF, Polícia Científica, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e concessionária responsável pela rodovia.
Uma tragédia foi registrada na madrugada desta quarta-feira dia 19 de agosto na BR-373, em Ipiranga, nos Campos Gerais do Paraná. Por volta das 3h30, um grave acidente envolvendo um ônibus da Secretaria Municipal de Saúde de Imbituva e um caminhão com placas de Erechim (RS) resultou na morte de ao menos 23 pessoas.
De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), as evidências preliminares apontam que o caminhão, que seguia no sentido Ponta Grossa–Prudentópolis, teria invadido a pista contrária, colidindo frontalmente com o ônibus que transportava pacientes de Imbituva para hospitais da Região Metropolitana de Curitiba, onde passariam por atendimentos médicos.
A maior parte das vítimas fatais estava no ônibus. O motorista do caminhão também morreu no local. Além dos óbitos confirmados, outras cinco pessoas ficaram feridas e foram socorridas por equipes de emergência, sendo encaminhadas para hospitais da região.
O acidente ocorreu no quilômetro 209 da rodovia, que permaneceu totalmente interditada durante o atendimento da ocorrência, realização da perícia e remoção dos veículos envolvidos.
Atuaram no local equipes da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica e da concessionária responsável pelo trecho. Todos os corpos das vítimas foram encaminhados para a nova sede da Polícia Científica, em Ponta Grossa, onde serão realizados os procedimentos de identificação.
A tragédia provocou longas filas na rodovia, com cerca de cinco quilômetros de congestionamento no sentido Ponta Grossa e aproximadamente 12 quilômetros no sentido Prudentópolis.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, esta é a ocorrência com o maior número de mortes registrada nas rodovias federais do Paraná desde janeiro de 2021, quando um ônibus tombou na BR-376, em Guaratuba, causando a morte de 19 pessoas.
As causas do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes.