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Saúde

Dia Mundial do AVC: saiba como identificar sinais e sintomas

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O Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame, ocorre quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é interrompido, o que pode resultar em danos graves às funções neurológicas.

É a causa mais frequente de óbito na população adulta no Brasil e uma das maiores causas de morte e incapacidade no mundo. No Dia Mundial do AVC, lembrado em 29 de outubro, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta a população para saber identificar os sinais da doença e buscar cuidados médicos de emergência.

“Quanto mais rápido buscar atendimento para iniciar o tratamento, maior a chance de recuperação completa da doença. É essencial estar atento aos sinais de alerta, pois o reconhecimento precoce de um AVC pode salvar vidas e reduzir sequelas”, ressalta o médico Alfredo Busch, gerente técnico da Superintendência de Urgência e Emergência da SES.

Para facilitar a identificação dos sinais de um AVC, é possível usar a sigla Samu, que representa:

  • Sorriso: Se o sorriso estiver assimétrico ou “torto”, pode ser um sinal de AVC.
  • Abraço: Verifique se a pessoa consegue levantar os dois braços; dificuldade em levantar um deles pode ser indicativo.
  • Música: Se a fala estiver arrastada ou confusa, isso pode ser um sinal de AVC.
  • Urgente: Ao identificar esses sinais, busque ajuda médica imediatamente, pois o tempo é crucial.

O AVC é uma emergência médica. Em caso de reconhecimento de um ou mais desses sintomas, é preciso dirigir-se imediatamente a um hospital mais próximo ou ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), pelo 192, para que o paciente com suspeita de AVC seja atendido.

TIPOS DE AVC

Diferenciado por dois tipos de AVC, o isquêmico é causado pela obstrução de uma artéria, geralmente por um coágulo de sangue. Já o hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo no cérebro se rompe, provocando uma hemorragia. A consequência dessa interrupção é a perda de oxigenação e nutrientes nas células cerebrais, o que pode causar danos permanentes à capacidade motora, fala e outras funções vitais.

O derrame pode ser desencadeado por vários fatores, tais como características genéticas e histórico familiar de doenças cardiovasculares. Pessoas com mais de 55 anos possuem maior propensão a desenvolver a doença. Os principais fatores de risco são: pressão alta, cigarro, diabetes, obesidade, colesterol, sedentarismo e doenças cardíacas.

A prevenção, portanto, está na adoção de hábitos saudáveis. Entre eles controle da pressão arterial, do diabetes, do colesterol, não ter o hábito de fumar, controlar o peso e a gordura abdominal, manter bem-estar mental e emocional, além da prática de exercícios físicos aliada a uma alimentação balanceada e saudável.

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Saúde

Paraná investiga primeiro óbito por metanol no estado

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A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) investiga a morte de um homem de 59 anos, de Foz do Iguaçu, suspeita de ter sido causada por intoxicação por metanol. Ele faleceu na terça-feira (14), após ingerir bebida alcoólica.

Até o momento, o Paraná registrou 17 notificações: quatro casos confirmados (todos em Curitiba), 12 descartados e um óbito em investigação. Dois pacientes já receberam alta e dois seguem internados, um deles em estado grave.

O secretário em exercício da Saúde, César Neves, destacou que o Estado segue em alerta e reforçou as ações de monitoramento e fiscalização.

A Sesa recebeu do Ministério da Saúde 84 frascos de fomepizol e adquiriu 424 ampolas de etanol farmacêutico, ambos usados como antídotos para intoxicação por metanol. Quatro pacientes já receberam o tratamento.

Os sintomas de intoxicação podem aparecer entre 6 e 72 horas após a ingestão, e incluem dor de cabeça, náuseas, vômitos, sonolência, falta de coordenação, tontura e confusão mental.

Sintomas graves: dor abdominal intensa, alterações visuais (visão embaçada, pontos escuros, sensibilidade à luz ou cegueira súbita), dificuldade para respirar, convulsões e coma.

A Sesa orienta que pessoas com sintomas procurem atendimento médico imediato e alerta para cuidados na compra de bebidas: adquirir apenas de locais confiáveis, verificar lacres, rótulos e selos fiscais.

ATENDIMENTO – A Sesa orienta que, em casos de sintomas, os pacientes devem procurar um serviço de saúde imediatamente. Todos os casos suspeitos de intoxicação por metanol devem ser reportados e discutidos com um dos quatro Centros de Informação e Assistência Toxicológica do Paraná, que vão orientar sobre a conduta clínica e notificar imediatamente a Sesa por meio da Rede CIATox do Paraná.

– CIATox Curitiba: 0800 041 0148

– CIATox Londrina: (43) 3371-2244

– CIATox Maringá: (44) 3011-9127

– CIATox Cascavel: (45) 3321-5261

MEDIDAS DE PREVENÇÃO – A Sesa orienta alguns cuidados ao consumir bebidas alcoólicas:

– Compre apenas de locais confiáveis e desconfie de preços muito baixos.

– Verifique se o líquido está limpo e se o lacre da garrafa está intacto.

– Rótulos tortos, borrados ou com erros podem indicar falsificação.

– Confira se a embalagem tem o registro do Ministério da Agricultura, Pecuária e

– Abastecimento (MAPA), que garante a fiscalização da produção.

– Em bebidas destiladas, veja se há o selo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que indica que o produto passou pela inspeção oficial.

– Estabelecimentos devem exigir nota fiscal dos fornecedores para garantir a origem das bebidas.

– Em caso de suspeita de intoxicação, procure atendimento médico imediatamente.

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Saúde

Paraná tem queda de 85% nos casos e de 82% de óbitos por dengue entre janeiro e julho; Confira o Boletim da Dengue atualizado de Mallet

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O Paraná apresentou uma queda expressiva nos indicadores da dengue neste ano. Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) aponta que entre janeiro e julho de 2025 o número de casos confirmados da doença caiu 85,72% em relação ao mesmo período do ano passado, passando de 613.371 em 2024 para 87.598 neste ano.

A redução também foi observada nos óbitos, que passaram de 729 em 2024 para 129 em 2025, numa queda de 82,30%. Já o número de notificações da doença teve redução de 72,13%, caindo de 910.855 para 253.889.

“A expressiva redução de casos e óbitos por dengue é resultado de um trabalho intenso que vem sendo realizado em parceria com os municípios. Estamos investindo em tecnologias mais eficazes para o monitoramento e controle do vetor, capacitando nossas equipes e fortalecendo a atuação na atenção básica e na vigilância em saúde”, disse o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Assim como no ano passado, os sorotipos circulantes da doença no Paraná são o DENV-1, 2 e 3. Os dados podem ser analisados nos boletins divulgados pela Secretaria da Saúde neste site. Atualmente, a divulgação do boletim é realizada quinzenalmente.

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Saúde

Paraná registra mais 1.535 casos e quatro óbitos por dengue

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A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) divulgou nesta terça-feira (08) o informe epidemiológico semanal da dengue. Foram registrados mais 1.535 casos da doença e quatro óbitos. Os dados acumulados do ano epidemiológico 2025 totalizam 247.134 notificações, 84.384 diagnósticos confirmados e 101 mortes em decorrência da dengue no Estado.

No total, 398 municípios já apresentaram notificações da doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 379 possuem casos confirmados. Os novos óbitos ocorreram entre março e junho, sendo uma mulher e três homens, com idades entre 23 e 50 anos, três deles sem comorbidades. Os pacientes residiam em Palmital, na 5ª Regional de Saúde (RS) de Guarapuava; Cafelândia e Cascavel, na 10ª RS de Cascavel; e Santo Inácio, na 15ª RS de Maringá.

As regionais com mais casos confirmados neste período epidemiológico são a 17ª RS de Londrina (20.402); 14ª RS de Paranavaí (12.378); 15ª RS de Maringá (10.572); 19ª RS de Jacarezinho (6.788); e 12ª RS de Umuarama (5.127).

OUTRAS ARBOVIROSES – A publicação inclui ainda dados sobre Chikungunya e Zika, doenças também transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Foram confirmados 5.071 casos de Chikungunya, num total de 10.079 notificações da doença no Estado, e mais dois óbitos. Os pacientes residiam em Ponta Grossa (3ª RS) e Cascavel (10ª RS), totalizando, no acumulado deste ano, cinco óbitos confirmados pelo agravo no Estado.

Quanto ao vírus Zika, foram registradas 125 notificações até a publicação deste boletim, sem nenhum caso confirmado.

FEBRE OROPOUCHE – A Sesa também publica neste boletim os casos de Oropouche no Estado, nos municípios de Adrianópolis (138 casos autóctones) e Morretes (2 casos autóctones), além do registro de um caso importado no município de Arapongas (importado do Espírito Santo).

A febre Oropouche é causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV), transmitido principalmente pelo inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Após picar uma pessoa ou animal infectado, o vetor pode transmitir o vírus a outras pessoas.

Confira o Informe Semanal completo das arboviroses AQUI. Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.

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