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Piracema: Proibição de pesca predatória na Bacia do Rio Paraná começou hoje

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O Paraná entra, a partir de sexta-feira, 01, no período de defeso da Piracema, ciclo de restrição à pesca de espécies nativas para preservar a reprodução natural dos peixes na bacia hidrográfica do Rio Paraná.

A ação é normatizada pela Portaria IAT 377/2022 e vale até 28 de fevereiro de 2025. A fiscalização será organizada pelo Instituto Água e Terra (IAT) com suporte do Batalhão de Polícia Ambiental-Força Verde (BPAmb-FV).

No último período de defeso, entre novembro de 2023 e fevereiro de 2024, foram lavrados 92 Autos de Infração Ambiental (AIA), com multas que totalizaram R$ 265 mil.

Houve ainda a apreensão de 194,68 quilos de peixe, além de materiais e equipamentos como redes de pesca, molinetes, carretilhas, anzóis, entre outras ferramentas de pesca utilizadas irregularmente.

A restrição de pesca é determinada pelo órgão ambiental há quase duas décadas, em cumprimento à Instrução Normativa nº 25/2009 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O IAT é um órgão vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), responsável, também, pela fiscalização do cumprimento das regras na pesca.

Considerando o comportamento migratório e de reprodução das espécies nativas, a pesca é proibida na bacia hidrográfica do Rio Paraná, que compreende o rio principal, seus formadores, afluentes, lagos, lagoas marginais, reservatórios e demais coleções de água inseridas na bacia de contribuição do rio.

Entre as espécies protegidas no período estão bagre, dourado, jaú, pintado, lambari, mandi-amarelo, mandi-prata e piracanjuva.

Não entram na restrição peixes considerados exóticos, que foram introduzidos no meio ambiente pelo homem, como bagre-africano, apaiari, black-bass, carpa, corvina, peixe-rei, sardinha-de-água-doce, piranha-preta, tilápia, tucunaré e zoiudo. Também não entram espécies híbridas, que são organismos resultantes do cruzamento de duas espécies.

A lei de crimes ambientais define multas de aproximadamente R$ 1.200 por pescador e mais de R$ 20 por quilo de peixe pescado.

Além disso, os materiais de pesca, como varas, redes e embarcações, podem ser apreendidos se ficar comprovada a retirada de espécies nativas durante o defeso, com cobrança de R$ 100 por apetrecho recolhido. O transporte e a comercialização também são fiscalizados no período.

“Assim que constatada qualquer irregularidade, os infratores terão os peixes apreendidos, o que também pode acontecer com os barcos. E, nos casos de prisão, o responsável é encaminhado ao Ministério Público”, explicou o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Álvaro César de Goes.

“Além da importância da conservação das espécies nativas, o defeso tem papel socioambiental, despertando consciência ecológica nos turistas e pescadores”, acrescentou ele.

ESTIAGEM – Além do defeso da Piracema, o Paraná restringiu a atividade pesqueira em algumas bacias em razão do período crítico de escassez hídrica em decorrência da longa estiagem no Estado, de acordo com a Portaria nº 381/2024. A medida abrange as Bacias Hidrográficas do Rio das Cinzas, Ivaí, Itararé, Paranapanema 4, Piquiri, Pirapó e Tibagi.

O texto também proíbe o transporte de pescados sem a devida comprovação de origem nessas áreas. A decisão é por tempo indeterminado, até que os rios das regiões voltem ao nível normal e possibilite assim a dispersão dos cardumes.

A Portaria, porém, autoriza a pesca em ambientes lênticos (de águas sem corrente), ou seja, em reservatórios, lagos das represas e lagoas marginais. Para espécies nativas, novamente na modalidade “pesque e solte”, e para espécies exóticas, como a tilápia e o black-bass, inclui a permissão para retirada.

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Polícia Militar apreende arma de fogo e encaminha suspeito a Delegacia de União da Vitória

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A equipe da ROTAM após informações recebidas indicando que uma arma de fogo estaria em um estabelecimento comercial no bairro Nossa Senhora do Rocio por volta das 13h50min dessa sexta-feira (19).

No local, os policiais realizaram buscas em um escritório. Durante a vistoria, foi localizado e apreendido um revólver calibre .32 com capacidade para seis disparos.

O envolvido foi conduzido juntamente com a arma apreendida para os órgãos competentes. A ocorrência foi apresentada à Polícia Judiciária para as providências cabíveis.

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Motociclista foge da abordagem, mas acaba preso por tráfico de drogas em União da Vitória

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A equipe da ROTAM da Polícia Militar estava em patrulhamento na área central de União da Vitória momento que notaram uma motociclista com diversas infrações de trânsito que colocavam em risco a segurança de pedestres e demais usuários da via por volta das 10h30min dessa sexta-feira (19).

Ao perceber a presença policial, o condutor fugiu em alta velocidade, dando início a um acompanhamento tático pelas ruas da cidade. Durante a fuga, os policiais visualizaram o suspeito dispensando um objeto em via pública.

Após a abordagem e buscas no local indicado, foi encontrada uma porção de substância análoga à cocaína. O homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado às autoridades competentes para os procedimentos legais. A motocicleta utilizada foi apreendida e encaminhada à delegacia.

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PCPR cumpre prisão preventiva de investigado por graves crimes sexuais contra menores em Irati/PR

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A Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Irati, cumpriu, no final da tarde desta quinta-feira (18), mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão em desfavor de um homem investigado pela prática de graves crimes sexuais contra crianças. A prisão foi realizada na localidade de Povoado Linha Pinho, zona rural de Irati/PR.

A investigação apura, em tese, abusos sexuais praticados a partir do ano de 2012 contra duas vítimas de seu círculo familiar — uma prima e uma enteada — que, à época dos fatos, tinham entre 7 e 11 anos de idade. Atualmente, ambas possuem 21 anos.

Embora os crimes investigados remontem a mais de uma década, a apuração foi fortalecida com a recente oitiva das vítimas, cujos relatos se mostraram firmes, coerentes e ricos em detalhes, sendo corroborados por depoimentos testemunhais e demais elementos informativos reunidos durante a investigação. As diligências também revelaram indícios da existência de outras possíveis vítimas, indicando, em tese, um padrão reiterado de condutas criminosas praticadas contra crianças em situação de vulnerabilidade.

Diante da consistência do conjunto probatório, da gravidade concreta dos fatos e do risco à ordem pública caso o investigado permanecesse em liberdade, a Autoridade Policial representou pela prisão preventiva, medida posteriormente deferida pelo Poder Judiciário.

Durante o cumprimento da ordem judicial também foi realizada busca na residência do investigado. As investigações permanecem em andamento para o completo esclarecimento dos fatos e a apuração de eventual existência de outras vítimas.

A Polícia Civil do Paraná reafirma seu compromisso com a proteção de crianças e adolescentes e com a repressão qualificada aos crimes contra a dignidade sexual, atuando de forma técnica, rigorosa e permanente na responsabilização de seus autores e na proteção das vítimas.

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