Um caso de extrema gravidade mobilizou a Polícia Militar e profissionais de saúde em Imbituva, na tarde desta quarta-feira (16).
Um homem foi preso após ser acusado de misturar cocaína ao leite dado ao próprio filho, uma criança de apenas 1 ano e 5 meses.
Segundo informações da 8ª Companhia Independente da Polícia Militar (8ª CIPM), a equipe policial estava na Delegacia da Polícia Civil do município quando uma mulher chegou ao local solicitando o registro de um boletim de ocorrência contra seu ex-companheiro. Ela relatou que, por volta das 15h30, na região central da cidade, o homem teria administrado a droga à criança e também a ela, misturando cocaína ao leite.
Imediatamente, a equipe PM deslocou-se com a mãe e a criança até o hospital da cidade. Durante o trajeto, os policiais constataram que o bebê encontrava-se desfalecido.
Primeiros socorros foram prestados ainda na viatura e, com sucesso, os policiais conseguiram reanimar a criança, que foi encaminhada à unidade hospitalar e permanece sob cuidados médicos.
A mãe informou ainda que o suspeito estaria na residência, mesmo estando proibido de se aproximar dela por medida protetiva em vigor. Com apoio da equipe ROTAM, os policiais foram até o local, onde realizaram adentramento tático e localizaram o homem no pátio da casa.
Conforme o boletim, o suspeito resistiu à abordagem, desobedecendo às ordens legais, sendo necessário o uso moderado da força e a utilização de algemas.
Durante a ação, os policiais encontraram um invólucro com cocaína, dois cartões com resquícios da droga e um canudo possivelmente usado para consumo.
O homem confessou ser usuário e afirmou ter feito uso de entorpecente minutos antes.
Ele foi preso em flagrante pelos crimes de posse de drogas para consumo pessoal, resistência, desobediência, descumprimento de medida protetiva e por induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de drogas.
Após passar por avaliação médica, o suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Imbituva, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil investiga o caso e a condição clínica da criança segue sendo monitorada.