O Conder/Amcespar abriu uma licitação de, aproximadamente, R$ 70 milhões para aquisição de maquinários pesados destinados à melhoria da infraestrutura dos municípios consorciados.
A iniciativa ocorre após o convênio firmado entre Prefeituras e o Governo do Estado, por meio do programa Estradas da Integração, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), que destinou cerca de R$ 3,5 milhões para cada município com objetivo de compra de maquinário pesado.
O processo será viabilizado por modelo de adesão “carona”, permitindo que os municípios comprem qualquer item do lote licitado, com base nos planos de trabalho apresentados.
A abertura dos envelopes dos vencedores está prevista para 4 de setembro, conforme edital publicado. Dos municípios consorciados, sete já aderiram à modalidade de carona, estratégia que amplia o poder de compra, padroniza especificações e tende a reduzir preços unitários por causa do volume contratado.
Para o presidente do Conder e prefeito de Rio Azul, Leandro Jasinski, a adesão coordenada eleva a eficiência do gasto público.“Primeiro gostaria de dizer que foi um investimento importante feito pelo Governo, que destinou o valor de R$ 3,5 milhões para os municípios adquirirem esses equipamentos que serão de grande valia no setor de obras, nas melhorias das estradas e infraestrutura. E, também, gostaria de ressaltar a competência do Conder no quesito licitação, com a modalidade carona que oferece agilidade e poder de compra para que os municípios recebam os equipamentos de que mais precisam e que já sinalizaram”, disse.
A licitação contempla um catálogo amplo de maquinários voltados à manutenção viária e serviços urbanos, permitindo que cada Prefeitura adquira os itens conforme necessidade e disponibilidade orçamentária, mas já planejados previamente em seus respectivos planos de trabalho.
O técnico do Conder, Juarez Miguel da Silva, destaca os ganhos de governança.“O processo evidencia transparência, poder de compra e qualidade dos produtos. Comprar em grande volume puxa os preços para baixo e cria padronização, o que facilita manutenção e controle. É mais um passo na competência do Conder em licitações, a exemplo do PPP de Iluminação Pública, o Ilumina Conder”, explica Juarez.
A expectativa é que, com a ata vigente, as prefeituras acelerem a renovação da frota operacional, e possam atender melhor a manutenção de estradas, patrolamento, drenagem, limpeza urbana e apoio a obras. O ganho de escala tende a otimizar o cronograma de entrega, reduzir custos de manutenção pela padronização de modelos e melhorar indicadores de disponibilidade dos equipamentos.
O modelo de carona e o alinhamento ao Estradas da Integração (Seab) mostram a estratégia de planejamento conjunto entre as Prefeituras, por meio do Conder, para melhorar a infraestrutura urbana e rural dos municípios consorciados. O edital está disponível em conder.pr.org.
PATRULHA RURAL
O Conder, que contempla os municípios da região, e desenvolve serviços essenciais como a Patrulha Rural, também foi beneficiado com o recurso do Governo. Indicando maquinários que serão utilizados na Patrulha e que vão beneficiar os municípios consorciados que utilizam dos serviços de melhorias nas estradas rurais realizadas pelo Consórcio.
Um furto em residência foi registrado na noite de segunda-feira (6), no município de Rio Azul. A ocorrência foi comunicada à Polícia Militar por um morador que compareceu ao destacamento para relatar o caso.
De acordo com o relato, o proprietário se ausentou da residência entre sábado e domingo, permanecendo fora do imóvel durante esse período.
Ao retornar na manhã de segunda-feira, percebeu sinais de arrombamento, com uma das janelas quebrada, o que indicava possível acesso indevido ao interior da casa.
Ao adentrar o imóvel, o morador constatou que os cômodos estavam revirados, evidenciando que o local foi vasculhado. Foram levados aproximadamente R$ 620 em dinheiro, além de peças de roupas e ferramentas, conforme informado à equipe policial.
A Polícia Militar realizou o registro da ocorrência e repassou as devidas orientações à vítima quanto aos procedimentos cabíveis. O caso segue sem identificação de suspeitos até o momento.
Uma ocorrência de desentendimento familiar mobilizou a equipe policial na tarde de quarta-feira (18), em Rebouças. O caso envolveu pai e filho e foi registrado por volta das 17h15.
De acordo com informações repassadas no local, o pai relatou que o filho faz uso frequente de entorpecentes e que, naquele dia, também havia ingerido bebida alcoólica. Em determinado momento, o jovem teria se alterado, iniciando uma discussão que evoluiu para ameaças de morte.
Ainda conforme o relato, o filho teria avançado contra o pai com socos e pontapés, causando lesões aparentes. Para se defender, o homem utilizou uma cuia de chimarrão, atingindo a cabeça do agressor.
Após o ocorrido, o autor das agressões deixou o local e tomou rumo ignorado. A equipe policial realizou patrulhamento nas proximidades na tentativa de localizá-lo, mas não obteve êxito.
A vítima foi orientada quanto aos procedimentos cabíveis, e o caso foi registrado para as providências necessárias.
Informações: 2ºPelotão da 8ª CIA da PMPR / Colaboração: Redação Studio W – Repórter Kiko de Oliveira
Uma denúncia formal encaminhada à Polícia Civil pode revelar indícios de irregularidades em processos licitatórios no município de Rebouças, envolvendo, em tese, um vereador, uma empresa local e a possível participação de terceiros. As informações vieram a público após divulgação feita pelo jornalista independente Jeff Reinholds, em vídeo publicado em seu canal no YouTube, na madrugada do dia 1º de março de 2026.
Segundo o jornalista, ele teve acesso a um documento classificado como “notícia-crime”, protocolado no último 11 de fevereiro, pelo presidente da Câmara Municipal de Rebouças, Jefferson Matsuite Okamoto, junto à Polícia Civil do Paraná. O pedido solicita a apuração de supostas práticas ilícitas relacionadas a licitações públicas no município.
No vídeo divulgado, Jeff Reinholds apresenta um trecho de uma gravação que teria sido realizada no gabinete da Presidência da Câmara. As imagens mostram uma mulher identificada no documento como proprietária ou representante da empresa citada na denúncia. No diálogo, ela relata, em tese, a existência de um esquema de favorecimento em processos licitatórios, no qual informações internas seriam repassadas previamente para ajuste de propostas. Para preservar sua identidade, o vídeo foi publicado com voz alterada e rosto desfocado.
De acordo com o documento lido pelo jornalista, o vereador mencionado na denúncia teria, supostamente, acesso a informações sigilosas de licitações, repassando esses dados à empresa investigada, que, por sua vez, adequaria seus lances para vencer as concorrências. A denúncia aponta ainda que a origem das informações seria interna, cabendo à investigação policial esclarecer responsabilidades e identificar todos os envolvidos.
Entre os crimes apontados “em tese” na notícia-crime estão:
divulgação indevida de informações sigilosas;
violação de sigilo funcional;
corrupção passiva e ativa;
frustração do caráter competitivo de licitação;
e eventual associação criminosa, caso seja comprovada a atuação conjunta de mais pessoas.
Conforme relatado por Jeff Reinholds, o próprio presidente da Câmara teria realizado a gravação no dia 9 de fevereiro, mantendo uma câmera ligada durante a conversa. No documento encaminhado à Polícia Civil, ele sustenta que a gravação é lícita, por ter sido feita por um dos interlocutores, entendimento que encontra respaldo em decisões de tribunais superiores.
Ainda segundo o jornalista, todo o material completo foi entregue à Polícia Civil em um pendrive, enquanto ele teve acesso apenas a um trecho do conteúdo, já divulgado publicamente. No pedido formal, o presidente da Câmara também solicita a realização de diligências para identificação de todos os envolvidos e, se necessário, a quebra de sigilo bancário e fiscal dos investigados, para apuração de eventual vantagem indevida.
O documento informa ainda que os fatos serão encaminhados ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal, podendo resultar, conforme o andamento das apurações, na abertura de processo de cassação de mandato, nos termos da legislação vigente.
A Polícia Civil deverá agora analisar o material apresentado e decidir sobre a instauração formal de inquérito policial para aprofundar a investigação dos fatos narrados.
Matéria com base em apuração jornalística de Jeff Reinholds. Publicação: Portal Notícia da Região — Repórter Clayton Burgath