Quando a infância é afetada por pressões e responsabilidades adultas, as consequências podem ser graves. A infância precisa ser preservada. O cuidado é responsabilidade de todos.
O prefeito de Rio Azul, Leandro Jasinski, utilizou as redes sociais na manhã de segunda-feira (27) para destacar a qualidade do tomógrafo instalado no Hospital São Francisco de Assis. A publicação foi feita após o chefe do Executivo realizar um exame de tomografia na unidade hospitalar.
Na mensagem, o prefeito ressaltou a importância de o município contar com um equipamento de última geração, capaz de proporcionar maior precisão nos diagnósticos, mais segurança aos pacientes e melhores condições para o atendimento na área da saúde.
Leandro Jasinski também agradeceu à administração do Hospital São Francisco de Assis, à equipe médica, aos profissionais da saúde e aos colaboradores da instituição pelo trabalho desenvolvido diariamente em benefício da população rio-azulense.
O prefeito ainda reconheceu o apoio recebido do Governo do Estado para o fortalecimento da saúde no município, citando o governador Ratinho Junior, o ex-secretário estadual de Saúde, Beto Preto, o deputado federal Sandro Alex e o deputado estadual Hussein Bakri como parceiros que contribuíram para a viabilização de investimentos na área.
Segundo a administração municipal, o tomógrafo representa um importante avanço para a saúde de Rio Azul, permitindo a realização de exames com maior tecnologia e reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para outros municípios em busca desse tipo de atendimento.
A Prefeitura de Mallet realizou nesta segunda-feira (27) a Caminhada do Meio-Dia, ato público de conscientização em alusão ao Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. A mobilização teve como objetivo sensibilizar a população para o enfrentamento da violência contra a mulher, reforçando a importância da prevenção, da denúncia e da promoção da paz.
A caminhada, que tradicionalmente acontece no dia 22 de julho, foi transferida para esta segunda-feira em razão das condições climáticas desfavoráveis registradas na data oficial.
O Dia Estadual de Combate ao Feminicídio foi instituído em memória da advogada Tatiane Spitzner, cuja morte, em 2018, marcou a luta contra a violência de gênero no Paraná. O horário escolhido para a mobilização, às 12 horas, possui um forte simbolismo, representando o momento em que muitas mulheres estariam reunidas com suas famílias para o almoço, mas tiveram suas vidas interrompidas pela violência.
Vestidos com roupas brancas, os participantes realizaram um jejum coletivo simbólico e percorreram algumas das principais ruas centrais de Mallet. A caminhada teve início na Praça dos Expedicionários e seguiu até o Parque dos Imigrantes, nas proximidades do 3º Pelotão da Polícia Militar – Cabo Abrão Kanclarovicz, onde aconteceu o encerramento da programação.
A ação foi promovida pela Prefeitura de Mallet com o apoio do 3º Pelotão da Polícia Militar, reunindo autoridades, representantes de entidades e a comunidade em um momento de reflexão sobre a necessidade de combater toda forma de violência contra a mulher.
Durante o evento, a equipe do W Notícias, da Studio W, conversou com algumas autoridades e participantes que destacaram a importância da mobilização e das ações de proteção às mulheres.
O comandante do 3º Pelotão do 27º Batalhão da Polícia Militar, tenente Lucas Martinelli, ressaltou que a Polícia Militar não mede esforços para garantir a segurança das mulheres em situação de risco, reforçando o compromisso da corporação no combate à violência doméstica e no atendimento às vítimas.
A 3º Sargento PM Cristina, integrante da Patrulha Maria da Penha, destacou a importância da denúncia, enfatizando que a violência não deve ser encarada como algo normal e que buscar ajuda é o primeiro passo para romper o ciclo de agressões.
Também concedeu entrevista a diretora do Departamento de Políticas Públicas para Mulheres de Mallet, Débora Galicki e o prefeito municipal de Mallet, Pedro Kowalczyk, falando do compromisso da administração municipal e a sociedade na prevenção da violência e na construção de uma cultura de respeito às mulheres.
ASSISTA A REPORTAGEM REALIZADA PARA O JORNAL W NOTÍCIAS:
A Polícia Civil do Paraná, por meio da 10.ª Delegacia Regional de Polícia (10.ª DRP) de Mallet, concluiu a investigação sobre um suposto caso de descumprimento de medida protetiva de urgência registrado no município e chegou a um desfecho diferente do inicialmente apresentado. O homem apontado como autor da suposta infração não foi indiciado, enquanto a mulher que acionou a polícia acabou indiciada pelo crime de denunciação caluniosa.
O caso teve início após a mulher informar que seu ex-companheiro havia ido até sua residência, em suposto descumprimento da medida protetiva vigente. Na ocasião, a Polícia Militar realizou buscas, localizou o homem e o encaminhou à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.
Durante o atendimento, o homem afirmou aos policiais que apenas esteve no imóvel porque havia sido chamado pela própria ex-companheira para ver a filha do casal.
INVESTIGAÇÃO REVELOU CONVERSAS
Segundo a nota divulgada pela Polícia Civil, a versão apresentada pelo homem foi confirmada durante a investigação. Com autorização formal do investigado, os policiais tiveram acesso às conversas trocadas entre o ex-casal, além de analisarem mensagens, histórico de ligações e imagens apresentadas pela própria mulher.
As provas reunidas demonstraram que ela manteve contato frequente e voluntário com o ex-companheiro e que, no dia da ocorrência, insistiu para que ele fosse até a residência para ver a filha. Entre as mensagens analisadas, consta a frase: “Vai lá na casa”, enviada pela própria mulher.
A investigação também apontou que, posteriormente, ao prestar depoimento na Delegacia, a mulher afirmou que não havia solicitado que o ex-companheiro fosse até sua residência, versão que, segundo a Polícia Civil, foi desmentida pelas provas obtidas durante a apuração.
HOMEM NÃO FOI INDICIADO
Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil concluiu que não havia provas suficientes para responsabilizar criminalmente o homem pelo crime de descumprimento de medida protetiva, motivo pelo qual ele não foi indiciado.
Por outro lado, os investigadores entenderam que havia indícios de que a mulher, mesmo sabendo que havia convidado o ex-companheiro para comparecer ao local, acionou a Polícia Militar atribuindo a ele um crime que, conforme a investigação, não ocorreu nas circunstâncias relatadas.
Diante disso, ela foi indiciada pelo crime de denunciação caluniosa, previsto no artigo 339 do Código Penal, que consiste em dar causa à instauração de investigação policial ou processo contra alguém, imputando-lhe falsamente a prática de um crime.
POLÍCIA CIVIL ALERTA SOBRE O USO RESPONSÁVEL DA LEI MARIA DA PENHA
Na nota, a Polícia Civil reforça que a Lei Maria da Penha permanece como um dos principais instrumentos de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e deve ser aplicada com rigor sempre que houver situações reais de violência, ameaça ou risco.
Entretanto, a instituição ressalta que o uso deliberadamente falso de medidas protetivas ou de denúncias para prejudicar terceiros pode configurar crime, além de mobilizar indevidamente as forças de segurança e o sistema de Justiça.
O Delegado da 10.ª Delegacia Regional de Polícia de Mallet, Dr. Thiers Andregotti , destacou ainda que continuará tratando todas as denúncias de violência doméstica com prioridade, mas que comunicações falsas também serão investigadas e, quando comprovadas, os responsáveis responderão na forma da lei.