O júri popular da chacina da Vila São João, crime que chocou Irati em 16 de junho de 2022, será realizado no dia 4 de novembro, no Fórum da Comarca de Irati. Estão no banco dos réus um policial militar, sua irmã e o cunhado, acusados de participar do ataque que matou cinco pessoas durante o feriado de Corpus Christi.
Considerado um dos julgamentos mais aguardados e complexos da história judicial da cidade, o caso exigirá reforço de segurança e deve se estender por vários dias.
De acordo com o artigo 5º, inciso XXXVIII, da Constituição Federal, os crimes dolosos contra a vida são julgados pelo Tribunal do Júri. A seleção dos jurados segue critérios rigorosos para garantir a imparcialidade, e eles permanecerão incomunicáveis durante as sessões. O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) fará a transmissão ao vivo pelo YouTube.
Em nota enviada à Folha de Irati, o juiz Dawber Gontijo Santos destacou que o julgamento seguirá todos os princípios legais:
“O processo se baseou na Constituição Federal, no Código Penal e no Código de Processo Penal, assegurando aos réus o direito à ampla defesa e a um julgamento imparcial por sete jurados que decidirão conforme as provas dos autos.”
O magistrado também reforçou que medidas especiais foram tomadas para garantir a ordem durante o julgamento:
“As providências visam garantir a segurança dos presentes, a tranquilidade dos trabalhos e a paz social, com o apoio da Polícia Militar, do Departamento Penitenciário, da Guarda Municipal e do Poder Judiciário”, afirmou.
Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime pode ser enquadrado como homicídio qualificado (art. 121, §2º, do Código Penal), com qualificadoras como motivo torpe e emprego de meio que resultou em perigo comum. Por envolver cinco vítimas, o processo prevê concurso material, que permite a soma das penas em caso de condenação — cada homicídio qualificado prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão.
Mesmo com o envolvimento de um policial militar, o caso tramita na Justiça comum, sem privilégios funcionais. O julgamento deve se prolongar por vários dias, devido ao número de testemunhas e à complexidade das provas.
Relembre o caso
O crime aconteceu na noite do feriado de Corpus Christi de 2022, por volta das 20h30, no bairro Vila São João, em Irati. As vítimas foram Wellington Vieira de Andrade (21), Jaine Shaiane Fernandes (27), Alex César Ferreira (24), Danilo Vinicius Gaioch Conrado (18) e Ednaldo de Souza Nascimento (33). Todos foram alvejados por tiros de diferentes calibres. Um bebê, filho do casal Wellington e Jaine, e outra pessoa que estava na casa sobreviveram ao ataque.
As investigações, concluídas em setembro de 2022, resultaram na prisão de três suspeitos. Um deles, policial militar de Irati, foi preso enquanto estava na delegacia. Outro se apresentou em Piracicaba (SP), e o terceiro foi capturado na mesma cidade.
Segundo o delegado Paulo Eugênio Ribeiro, que conduziu o caso, o crime foi motivado por um conflito familiar. Os autores teriam chegado pela mata, com o objetivo de matar uma pessoa específica, mas acabaram assassinando outras que estavam no local. A perícia encontrou marcas de tiros nas paredes e concluiu que houve confronto dentro da casa. Um dos atiradores teria sido ferido no braço durante o ataque.
Um homem foi preso na madrugada desta sexta-feira, dia 06 de março, por adulteração de sinal identificador de veículo durante uma abordagem realizada pela Polícia Militar na área central de Rebouças.
De acordo com informações do 2º Pelotão da Polícia Militar, por volta das 2h15 a equipe realizava patrulhamento quando avistou uma motocicleta cujo condutor, ao perceber a aproximação da viatura, demonstrou atitude suspeita e tentou mudar sua rota de tráfego.
Diante da fundada suspeita, os policiais realizaram a abordagem e identificaram o condutor. Durante a revista pessoal, nada de ilícito foi encontrado com ele. No entanto, ao consultar os sistemas da Secretaria de Segurança Pública (SESP), foi constatado que o homem não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Ainda durante a verificação, os policiais constataram que a motocicleta apresentava débitos na documentação, com o último licenciamento registrado no ano de 2010. A placa do veículo indicava tratar-se de uma Yamaha/Factor YBR 125, de cor vermelha, informação que correspondia ao número do chassi.
Contudo, ao verificar o motor, a equipe observou que a numeração estava raspada e que os números e letras aparentes divergiam dos registros da placa e do chassi, caracterizando indícios de adulteração.
Diante da situação, o condutor recebeu voz de prisão. Ele foi encaminhado inicialmente ao Hospital Darcy Vargas para realização de exame de lesão corporal e, em seguida, conduzido à Delegacia da Polícia Civil de Irati para as providências cabíveis da autoridade policial.
Além da prisão, também foram lavradas as notificações de trânsito pertinentes.
Uma ocorrência de lesão corporal e roubo de veículo foi registrada pela Polícia Militar na tarde desta quinta-feira, dia 05 de março, no bairro São Cristóvão, em União da Vitória.
De acordo com informações repassadas pela Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 15h para verificar uma situação em que uma mulher relatava que ela e o marido estariam sendo ameaçados pelo patrão dele.
Ao chegar ao local, os policiais encontraram um homem caído ao solo, visivelmente agredido e desorientado, sem conseguir responder de forma clara aos questionamentos da equipe.
Outro homem relatou aos policiais que ele e um colega haviam comparecido à empresa para assinar documentos referentes à demissão e receber o acerto trabalhista. No entanto, durante a permanência no local, eles teriam sido surpreendidos por dois indivíduos desconhecidos, que passaram a agredi-los.
Segundo o relato, durante as agressões os autores tomaram à força o veículo de um dos homens, um Ford Fusion, de placas MJD7H35, fugindo em seguida.
O noticiante informou à polícia que não conhece os autores do crime e que não reagiu no momento do ocorrido por medo de represálias, já que os agressores afirmaram saber onde ele mora.
Ainda conforme o depoimento, o colega que o acompanhava foi agredido de forma mais intensa, recebendo chutes e golpes com uma barra de ferro, o que teria provocado diversas lesões e o estado de desorientação em que foi encontrado pela equipe policial.
Diante da situação, a Polícia Militar prestou orientações às vítimas quanto aos procedimentos legais e realizou o registro da ocorrência. O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes.
Uma ocorrência de vias de fato foi registrada pela Polícia Militar na noite desta quinta-feira, dia 05 de março, no município de Rio Azul.
De acordo com informações da corporação, por volta das 23h uma mulher compareceu ao Pelotão da Polícia Militar relatando que teve uma discussão com o namorado em sua residência.
Segundo a vítima, o homem chegou em casa visivelmente embriagado, situação que acabou motivando o desentendimento entre o casal. Durante a discussão, ele teria segurado a mulher pelos braços e a empurrado. Apesar da agressão, a vítima não apresentava lesões aparentes.
Após o ocorrido, o suspeito deixou o local tomando rumo ignorado. Em seguida, a mulher se deslocou até o Destacamento da Polícia Militar em busca de ajuda.
Diante da situação, os policiais realizaram o registro do Boletim de Ocorrência, orientaram a vítima sobre os procedimentos cabíveis e efetuaram buscas pela região na tentativa de localizar o indivíduo, porém ele não foi encontrado.
O caso foi registrado e poderá ser encaminhado para as providências legais cabíveis.