A situação de um cão em visível sofrimento tem causado comoção e indignação entre moradores de Mallet. Na manhã desta quinta-feira (05), a reportagem do W Notícias, da Studio W, recebeu diversas fotos e mensagens de populares que relataram a presença de um cão com o focinho e a boca tomados por espinhos de ouriço.
O animal foi visto nas proximidades do Parque dos Imigrantes, na Avenida Barão do Rio Branco, e também nas imediações do Banco do Sicoob, na Rua Vicente Machado. As imagens, compartilhadas por moradores da região, mostram o cão em estado preocupante, aparentando dor e dificuldade para se alimentar, o que gerou revolta entre a população diante da falta de atendimento imediato.
Segundo os relatos, moradores entraram em contato com a Associação Vira-Lata Vira Amor, pedindo ajuda urgente para o resgate e socorro do animal.
Entramos em contato com a Associação Vira-Lata Vira Amor e, segundo Silvana e Carol, representantes da entidade, a associação já havia sido informada anteriormente pela Secretaria Municipal de Agricultura de que o município não possui convênio com nenhuma clínica veterinária. Diante disso, a orientação repassada à associação, de forma recorrente, é para que animais em situação de emergência sejam encaminhados para atendimento veterinário particular, o mais breve possível, a fim de garantir a retirada segura dos espinhos e a devida avaliação clínica.
As representantes destacaram que a associação é sem fins lucrativos, não dispõe de recursos financeiros para custear procedimentos veterinários e depende, em grande parte, do apoio da administração municipal, que, segundo elas, não realiza repasses financeiros à entidade.
De acordo com Silvana, presidente da Associação Vira-Lata Vira Amor, a situação tornou-se insustentável. Ela relatou que os voluntários já não conseguem mais manter rifas e vaquinhas para arrecadar recursos destinados a procedimentos veterinários e à compra de medicamentos, em razão da falta de apoio do poder público. Ainda segundo a presidente, em reuniões já realizadas com representantes da administração municipal, a associação deixou claro que, sem auxílio efetivo, há o risco de encerramento das atividades, já que o número de pedidos de socorro enviados pela população cresce constantemente e os integrantes não conseguem atender a todas as demandas.
A reportagem também ouviu o vereador Serjo Gryczak (PODE), atual presidente da Câmara Municipal de Mallet e integrante da Associação Vira-Lata Vira Amor. Ele confirmou que participou de reunião com o Poder Executivo, onde cobrou agilidade nos repasses municipais, especialmente para programas de castração de animais de rua e assistência a tutores sem condições financeiras, a fim de evitar abandono e maus-tratos.
O vereador ressaltou ainda que maus-tratos a animais configuram crime, passível de prisão em flagrante, sem possibilidade de fiança arbitrada pelo delegado.
Sobre o caso específico do cão ferido, Serjo Gryczak informou que, por meio do grupo de mensagens da associação, autorizou que qualquer pessoa pudesse levar o animal ao veterinário, comprometendo-se a arcar com os custos da retirada dos espinhos, já que se encontra em viagem e não poderia realizar o transporte pessoalmente.
A reportagem do W Notícias procurou também saber da Secretaria de Agricultura de Mallet e por meio do médico veterinário Endrio Wilian Ribeiro, coordenador do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), informou que existe um processo licitatório em andamento para firmar convênio com clínicas veterinárias. No entanto, o procedimento teria sido cancelado temporariamente devido a entraves burocráticos.
Questionado sobre a possibilidade de atendimento direto por parte da secretaria, o veterinário explicou que, em casos de animais feridos por espinhos de ouriço, a retirada não pode ser feita no local. O procedimento exige sedação ou anestesia e estrutura clínica adequada, sob risco de agravar o quadro e intensificar o sofrimento do animal. Segundo ele, a secretaria não dispõe dessa estrutura, reforçando a orientação para encaminhamento imediato a uma clínica veterinária particular.
Endrio Wilian Ribeiro afirmou ainda que buscaria o setor jurídico da Prefeitura para verificar alternativas legais e emergenciais para casos como este. Ele também alertou que será feita a apuração para saber se o cão é realmente de rua ou se possui tutor, já que, neste caso, a responsabilidade pelo atendimento seria do proprietário, podendo configurar crime de maus-tratos em caso de omissão.
No fechamento desta matéria, o médico veterinário Endrio Wilian Ribeiro, coordenador do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), entrou novamente em contato com a reportagem informando que também está à procura do animal. Segundo ele, a Secretaria Municipal de Agricultura de Mallet assumiu a responsabilidade de realizar o encaminhamento do cão até uma clínica veterinária e arcar com as despesas necessárias para o atendimento, incluindo a retirada dos espinhos.
A secretaria solicita o apoio da população para que qualquer informação sobre a localização do animal seja repassada o quanto antes, possibilitando o resgate e o atendimento imediato, a fim de cessar o sofrimento do cão.
A presidente da Associação Vira-Lata Vira Amor informou à reportagem que voluntários também estão à procura do animal para que as medidas necessárias fossem tomadas e o cão pudesse receber atendimento o mais rápido possível.
DA REDAÇÃO DO W NOTÍCIAS DO PORTAL DA STUDIO W – FOTOS: INTERNAUTAS QUE ENVIARAM A REDAÇÃO
Um homem foi preso pela Polícia Militar na noite de segunda-feira, dia 2 de novembro, após uma ocorrência de descumprimento de medida protetiva no bairro Vila São Pedro, em Mallet. Durante a abordagem, os policiais encontraram uma faca de grande porte com o suspeito.
A ocorrência foi registrada por volta das 18h07, quando a equipe do 3º Pelotão da Polícia Militar de Mallet foi acionada para verificar uma denúncia de descumprimento de ordem judicial.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relatou que um homem havia parado em frente à sua residência e estava gritando. Diante da situação, foram repassadas aos policiais informações sobre as roupas e as características físicas do suspeito.
Com base nas informações recebidas, a equipe iniciou patrulhamento pela região na tentativa de localizar o homem. Pouco tempo depois, os policiais visualizaram uma pessoa com características semelhantes às descritas pela vítima.
Durante a abordagem, realizada nas proximidades do local da ocorrência, os policiais efetuaram uma busca pessoal e encontraram uma faca de grande porte em posse do suspeito.
Na sequência, a equipe policial verificou a existência de uma medida protetiva de afastamento em vigor, confirmando que havia uma determinação judicial relacionada ao caso.
Diante dos fatos, os policiais deram voz de prisão ao homem pelo descumprimento da medida protetiva.
O suspeito e a vítima foram encaminhados à Delegacia de Polícia para os procedimentos cabíveis. A faca apreendida também foi entregue à autoridade policial competente.
Um veículo Fiat Uno, com placas de São Mateus do Sul, pegou fogo no final da tarde desta segunda-feira, dia 2 de novembro, na área central de Mallet. A ocorrência foi registrada por volta das 16h50, na esquina das ruas XV de Novembro e Joaquim Teixeira de Lima
A equipe de reportagem da Studio W esteve no local e conversou com o motorista, que relatou como o incêndio começou.
Segundo o condutor, as chamas tiveram início na região do motor e rapidamente se espalharam pelo capô do automóvel. Como o veículo não possuía extintor de incêndio, não foi possível combater o fogo naquele momento.
Os Brigadistas Comunitários de Mallet compareceram rapidamente ao local e conseguiram controlar as chamas, impedindo que o incêndio atingisse o restante do veículo.
Duas outras mulheres também serão investigadas pela divulgação do conteúdo, que ganhou grande repercussão nas redes sociais.
Polícia Civil alerta a população para evitar o compartilhamento das mensagens e qualquer forma de represália A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da 10ª Delegacia Regional de Polícia de Mallet, instaurou procedimento de apuração envolvendo uma mulher de 55 anos que, após o resultado da eleição presidencial, no último domingo (25), encaminhou mensagens de áudio a duas pessoas de seu círculo de amizades, nas quais manifestou intenção de praticar crimes e proferiu declarações de hostilidade contra pessoas de posicionamento político contrário ao seu. Nas gravações, a mulher afirma que passaria a agir como criminosa, mencionando expressamente a intenção de praticar furtos ou roubos, danificar veículos pertencentes a adversários políticos, quebrando retrovisores e lanternas, além de declarar que passaria a agir deliberadamente para prejudicar outras pessoas.
Segundo as informações encaminhadas à Polícia Civil, outras mensagens atribuídas à investigada também contêm manifestações relacionadas a crimes graves, inclusive violência sexual, cujo conteúdo será examinado no curso da investigação. Embora inicialmente encaminhadas a duas pessoas determinadas, as gravações foram posteriormente divulgadas a terceiros e passaram a circular intensamente em aplicativos de mensagens e redes sociais, alcançando grande repercussão pública.
A mulher será investigada, em tese, pelos crimes de incitação ao crime, previsto no artigo 286 do Código Penal, e ameaça, previsto no artigo 147 do mesmo diploma legal, cuja investigação irá esclarecer as circunstâncias das declarações, seus destinatários, a intenção da autora e a efetiva configuração das infrações penais.
As duas mulheres que receberam originalmente os áudios e, segundo as informações iniciais, deram início à sua propagação também serão investigadas quanto à possível participação na divulgação pública de mensagens de conteúdo criminoso, inclusive sob a perspectiva de eventual concurso de pessoas no delito de incitação ao crime na modalidade de coautoria, caso demonstrados os requisitos legais, especialmente a consciência e a intenção de contribuir para a prática delitiva. Salienta-se que o tema foi, inclusive, objeto de deliberação na assembleia do Conselho de Segurança do Município, realizada em 29.10.2026, na Câmara de Vereadores de Mallet – PR, dada a gravidade da repercussão do conteúdo publicado.