Hospital está entrando em colapso por não ter medicação suficiente para os próximos dias e deve fazer protocolo, junto ao Hospital Universitário de Ponta Grossa, para escolher quais pacientes terão mais chance de sobrevivência.
Nesta terça-feira (16), a secretária de Saúde de Irati, Jussara Kublinski, o coordenador do Centro de Operações Especiais e de Fiscalização da Covid-19 (COEF), Agostinho Basso, e o provedor da Santa Casa de Irati, Ladilao Obrzut Neto, anunciaram o agravamento dos casos de internamento e que o hospital possui medicamentos específicos para sedação para mais 3,5 dias. O serviço de saúde da região já entrou em colapso.
Em uma situação que não é diferente de todo o Paraná e da multiplicação de casos da Covid-19 pelo país, a região de Irati já começa a sentir as dificuldades para prestar atendimento aos pacientes internados pelo vírus. “Reunimo-nos para explicar à população a gravidade em que estamos hoje, principalmente, sobre a falta de medicação em que estamos começando a ter”, disse a secretária Jussara.
De acordo com o presidente do COEF, são 24 cidadãos iratienses internados, sendo que 14 estão na Enfermaria e 10 ocupando a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) em estado grave, entubados. “Temos cinco pacientes internados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde nunca se teve. A situação é muito séria, pois não temos mais para onde enviar os pacientes”. Basso lembra que há mais de 1.300 pessoas esperando vaga para atendimento em todo o sistema de saúde no estado. Em Curitiba, por exemplo, há filas de ambulâncias nos hospitais em que a situação é desesperadora.
Situação da Santa Casa em colapso
A Santa Casa de Irati está com ocupação de 100% dos leitos de UTI e de enfermaria da Covid-19. Obrzut relata que a situação é grave: “estamos, praticamente, em colapso. Tenho medicação para manter os pacientes entubados por 3,5 dias e não existe um plano B. Nesta tarde, vamos conversar com o Hospital Universitário de Ponta Grossa, e teremos que fazer um protocolo de quem terá mais chance de viver, quem tem condição de ter mais anos de vida. Infelizmente, nós passamos o ano todo falando das medidas e parece que as coisas não andaram desta forma. Vamos ter que pensar quem terá condições de vida. É duro”, disse o médico.
Ladislao diz que, em 40 anos de profissão, é uma grande dor saber que terá que optar por vidas e pede para que a população faça o possível para que esse agravamento diminua. Com esta nova variante do vírus, os casos estão, cada vez, mais complicados.
“Em Irati, várias famílias foram acometidas pela Covid-19. Temos casos de óbitos e pessoas da mesma família com casos sérios e internadas. Você, que é jovem, adulto pode pensar que passará tranquilo, de forma leve, e que as crianças são assintomáticas, por exemplo. Mas, se formos ver as estatísticas de Irati, as pessoas 19 a 49 anos são as mais acometidas e graves. Hoje, tivemos um óbito de 47 anos na região”, completou Agostinho Basso, ressaltando que o serviço de saúde não tem mais para onde expandir o atendimento.
Linha de frente está exausta
Há um ano se dedicando aos casos de Covid-19, os trabalhadores de saúde da linha de frente seguem se dedicando no enfrentamento ao vírus. “Agradecemos a todos os profissionais de saúde pelo empenho em meio a este desafio. Eles estão cansados nesta batalha. A saúde está fazendo a mais do que está podendo”, finalizou a secretária Jussara.
Mais de 100 pacientes atendidos pela rede municipal de saúde de Rio Azul receberam, no dia 25 de setembro, bolsas térmicas destinadas ao transporte de insulina. A iniciativa busca oferecer melhores condições de conservação do medicamento durante deslocamentos e períodos em que os usuários precisam permanecer fora de casa.
A insulina necessita ser mantida em condições adequadas de temperatura para preservar suas características. As bolsas térmicas auxiliam na proteção contra a exposição excessiva ao calor durante viagens, consultas e outras situações da rotina dos pacientes.
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Elaine Pacanaro, Rio Azul é o primeiro município da região a implantar o projeto. Segundo ela, a iniciativa representa um investimento de baixo impacto para a administração municipal, mas pode trazer benefícios diretos às pessoas que dependem do medicamento.
“É uma ação simples, que não representa um custo tão elevado para o município, mas oferece uma condição melhor para o transporte de um medicamento essencial para muitas pessoas”, afirmou.
A entrega também contou com a participação da primeira-dama e secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Ghessi Buco Jasinski. Para ela, a iniciativa atende a uma necessidade presente na rotina dos pacientes que fazem uso contínuo de insulina.
“Quando pensamos em saúde pública, também precisamos olhar para esses cuidados do dia a dia. A bolsa térmica pode parecer algo simples, mas para quem precisa transportar a insulina com frequência representa mais segurança, tranquilidade e qualidade no tratamento”, destacou.
A distribuição das bolsas integra as ações da administração municipal voltadas ao acompanhamento de pacientes que utilizam medicamentos de uso contínuo. A proposta é oferecer uma solução prática para auxiliar no armazenamento e transporte adequado da insulina, contribuindo para a rotina dos usuários da rede pública de saúde.
Um motorista de 45 anos morreu em um acidente registrado na manhã desta quarta-feira (30), em Prudentópolis.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a solicitação para atendimento ocorreu por volta das 6h50. Um carro saiu da pista e caiu em um buraco de uma obra na Avenida São João, esquina com a Rua Prudente de Moraes.
Os bombeiros confirmaram o óbito da vítima. As circunstâncias que levaram à saída de pista não foram informadas até o momento.
Um acidente envolvendo um automóvel e um trem foi registrado na manhã desta terça-feira (29), no bairro Fósforo, em Irati. O motorista do carro não ficou ferido.
De acordo com a Rumo, concessionária responsável pela ferrovia, a colisão aconteceu por volta das 5h15, em uma passagem em nível. Segundo a empresa, o motorista tentou atravessar a linha férrea durante a aproximação da composição.
A concessionária afirmou que o condutor não teria observado a sinalização existente no local. Ainda conforme a Rumo, o maquinista adotou os protocolos de segurança, com o acionamento da buzina e do freio de emergência, mas não conseguiu evitar a colisão.
Em relato à reportagem da Najuá, uma filha do motorista informou que o pai não percebeu a aproximação do trem. Ela confirmou que ele não sofreu ferimentos. “Foi um livramento”, afirmou.
Imagens registradas após o acidente mostram o automóvel sendo arrastado por centenas de metros ao longo da linha férrea. Posteriormente, um guindaste foi utilizado para içar o veículo e retirá-lo dos trilhos.
Segundo a Rumo, equipes da concessionária foram deslocadas ao local e órgãos de segurança pública foram acionados para o registro da ocorrência. O Corpo de Bombeiros informou à Najuá que não foi acionado para atendimento.
Em nota, a concessionária também reforçou a orientação para que motoristas respeitem a sinalização nas passagens em nível e destacou que, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a composição ferroviária tem preferência de passagem.
Nota à Imprensa
Ao tentar cruzar a passagem em nível durante a aproximação da composição ferroviária, sem observar a sinalização do local, o condutor de um veículo de passeio causou um acidente na manhã desta terça-feira (29/9), por volta das 05h15, em Irati (PR). O maquinista acionou todos os protocolos de segurança, incluindo o sinal sonoro (buzina) e o freio de emergência. No entanto, devido ao peso e ao tamanho do trem, o impacto não pôde ser evitado.
Equipes da concessionária foram imediatamente deslocadas ao local, não houve feridos. Os órgãos de segurança pública também foram acionados para registro da ocorrência.
A concessionária reforça a importância da atenção e do respeito rigoroso à sinalização nas passagens em nível. Conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a preferência de passagem é sempre da composição ferroviária.