Edson da Cruz Santana, conhecido por “Nego”, de 24 anos, foi assassinado com pelo menos três tiros em sua residência na manhã de quarta-feira, 31, na Vila Facão
Homem foi morto com três tiros na Vila Facão, em Rebouças. Foto: Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Civil de Rebouças acredita que uma dívida com traficantes possa ter causado a morte do jovem Edson da Cruz Santana, conhecido por “Nego”, de 24 anos, na manhã desta quarta-feira, 31. Ele foi assassinado com três tiros em sua residência na Vila Facão.
A afirmação foi feita pelo delegado Thiago França Nunes, que assumiu a Delegacia de Rebouças na última quarta-feira, em entrevista à Najuá na quinta-feira. “As investigações se aproximam da situação envolvendo tráfico de drogas. Ainda não se sabe se é uma dívida, mas provavelmente é, pelo que uma testemunha disse. Nós já temos um suspeito, mas não podemos identificá-lo”, frisou.
Foram feitas oitivas, análises de dados e diligências durante a manhã desta quinta-feira. Durante a mobilização, duas testemunhas, de 24 e 32 anos, disseram aos investigadores que retiraram um celular e drogas da casa após pedido de uma terceira pessoa, que está em Curitiba, e também foi indiciada pela Polícia Civil pelo crime de fraude processual. “Elas [essas pessoas] foram confrontadas com a verdade e confessaram que retiraram um aparelho celular que pertencia à vítima e também algumas drogas que estavam no local, e esconderam da polícia. Portanto, assim que eu identifiquei isto e, diante da confissão, dei voz de prisão em flagrante pelo crime de fraude processual e não pelo homicídio em si. São pessoas que estavam ali atuando para atrapalhar as investigações por estarem envolvidas com o tráfico de drogas. Este foi o motivo delas terem tirado o aparelho celular e as drogas do local”, frisou o Delegado.
No dia das prisões por fraude processual, uma das mulheres pagou fiança e foi liberada para responder ao inquérito em liberdade. Já a outra investigada não havia pago o valor da fiança e permanecia presa até a realização da audiência de custódia. A pessoa que atrapalha a investigação policial pode ser condenada a uma pena de até quatro anos de prisão, conforme a Polícia Civil.
Duas pessoas foram detidas por fraude processual após retirarem objetos da casa onde ocorreu homicídio em Rebouças. Foto: PC/Divulgação
Investigações – Em relação ao crime de fraude processual, as investigações foram encerradas pela Polícia Civil, cabendo ao Ministério Público analisar se oferece a denúncia, pedir mais diligências ou arquivar o caso. No caso do homicídio, o delegado destacou que novas diligências serão necessárias para que os investigadores confirmem a autoria do crime. “O que eu posso dizer é que nós estamos andando nas investigações, não estamos parados. Pretendo finalizar este inquérito o mais breve possível. Existe um prazo legal de 30 dias, prorrogável por mais 30, e eu pretendo usar o menor prazo possível, mas este é o prazo legal para a conclusão do inquérito”, finalizou.
Um caso que chama a atenção para a importância da proteção e do cuidado com a população idosa foi registrado na noite de quinta-feira (18), na localidade de Colônia Ronda, interior de Mallet. A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar após uma denúncia informando que um casal de idosos estaria vivendo em condições precárias e em situação de risco.
Ao chegar ao local, os policiais encontraram os idosos residindo em uma casa de madeira sem água encanada, sem banheiro e com escassez de alimentos. Conforme o relato da equipe, a geladeira estava praticamente vazia e as condições gerais da residência demonstravam grande vulnerabilidade social.
A situação da mulher idosa causou preocupação. Segundo a Polícia Militar, ela não consegue permanecer em pé sem auxílio e depende de uma cadeira de rodas para se locomover. No entanto, o equipamento estava inutilizável devido aos pneus estarem vazios. Além disso, a idosa não possuía calçados adequados e, no momento da abordagem, usava apenas uma saia e dois casacos finos.
O homem, por sua vez, foi encontrado deitado em uma cama, apresentando sinais visíveis de embriaguez. Ele também utilizava apenas chinelos e vestia dois casacos finos para se proteger do frio.
Durante o atendimento, o casal relatou não possuir filhos e informou que teria transferido suas terras para uma pessoa há alguns anos, sob a promessa de que ela cuidaria deles. Os idosos afirmaram ainda que seus documentos pessoais estariam em posse desse indivíduo e que dependiam dele para a compra de alimentos e outros itens básicos.
Diante da gravidade da situação, a Polícia Militar acionou a Rede Municipal de Enfrentamento às Violências e Proteção às Vítimas ou Testemunhas. A Secretaria Municipal da Família informou que o casal já havia recebido atendimentos anteriores, mas se recusava a deixar a residência por causa dos animais que possui.
A coordenadora do CREAS buscou alternativas para acolher os idosos, sendo providenciada hospedagem em um hotel no centro de Mallet.
Durante a ocorrência, o idoso sofreu um ferimento em um dos dedos da mão direita e precisou ser encaminhado para atendimento médico. A idosa também foi levada ao Hospital de Caridade São Pedro, onde recebeu avaliação médica devido a episódios de náusea e ao seu estado de fraqueza.
De acordo com informações do médico plantonista, a mulher já passou por diversos atendimentos relacionados à desnutrição, anemia, fraqueza e pneumonia. Ela permaneceu em observação para hidratação venosa e posteriormente recebeu alta médica. O médico informou ainda que o idoso apresenta transtornos associados ao uso de álcool.
A própria equipe policial realizou o enchimento dos pneus da cadeira de rodas da idosa, acompanhou o casal durante o atendimento médico e, após a liberação hospitalar, efetuou o transporte dos dois até o hotel onde permanecerão temporariamente.
O caso segue sob acompanhamento do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), que deverá realizar os encaminhamentos necessários para garantir a segurança, a dignidade e os direitos do casal.
A situação reforça a importância das denúncias da comunidade e da atuação conjunta dos órgãos públicos na proteção de pessoas idosas em situação de vulnerabilidade, especialmente durante o período de baixas temperaturas registrado na região. O abandono, a negligência e a violação dos direitos da pessoa idosa são situações previstas em lei e devem ser comunicadas às autoridades competentes sempre que identificadas.
Uma ocorrência de violência doméstica mobilizou a Polícia Militar na localidade de Charqueada, área rural do município de Rio Azul. O caso foi registrado após uma mulher acionar a equipe do 2º Pelotão da Polícia Militar relatando estar sendo vítima de agressões e ameaças por parte do marido.
De acordo com o boletim de ocorrência, ao chegar ao local os policiais conversaram com a vítima, que informou estar em casa acompanhada dos filhos quando o marido chegou à residência apresentando comportamento agressivo e bastante alterado.
Segundo o relato, o homem passou a proferir diversos xingamentos contra a esposa e realizou ameaças de morte. A mulher afirmou ainda que foi agredida fisicamente dentro da residência, situação que teria sido presenciada pelos filhos do casal.
A vítima relatou ter sofrido lesões nos braços e no pescoço em decorrência das agressões. Com a chegada da equipe policial, o suspeito fugiu para uma área de mata localizada nos fundos da propriedade e não foi localizado durante as buscas realizadas pelos policiais.
Por questões de segurança, a mulher e os filhos decidiram passar a noite na residência de familiares. Ela informou à Polícia Militar que pretende dar continuidade aos procedimentos legais em momento posterior, incluindo o pedido de medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha.
A vítima recebeu encaminhamento para a confecção do laudo de lesões corporais e foi orientada sobre os procedimentos necessários para a sequência da ocorrência.
A Polícia Militar reforça que casos de violência doméstica podem ser denunciados pelo telefone 190 ou pelos canais especializados de atendimento à mulher, garantindo proteção e suporte às vítimas.
Uma ação da Polícia Militar de Porto Vitória na localidade da Colônia Coronel Amazonas resultou na recuperação de um telefone celular furtado por volta das 10h30min dessa sexta-feira (19).
O furto ocorreu em um estabelecimento comercial e foi registrado por câmeras de segurança, que permitiram a identificação do possível autor. Após diligências, os policiais localizaram um indivíduo com características.
Durante a abordagem, ele admitiu a autoria do furto e informou o destino dado ao aparelho. Com base nas informações obtidas, a equipe localizou o celular em posse de um terceiro, que relatou ter adquirido o objeto por um valor abaixo do mercado.
O aparelho foi recuperado e devolvido aos procedimentos legais para posterior restituição à vítima. Os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia para apresentação dos fatos à autoridade competente e adoção das medidas cabíveis.