O material coletado da perna amputada da pequena Melissa, de 4 anos, foi encaminhado pelo Hospital Materno Infantil Jesse Amarante, de Joinville, para um laboratório nos Estados Unidos. A previsão é de que o diagnóstico venha em duas semanas. Somente com este laudo será possível deixar claro o que aconteceu com Melissa logo depois de ela ter tomado uma injeção de Benzetacil para tratar uma infecção de garganta.
Segundo a madrinha de Melissa, Odilene Aparecida Monteiro da Silva, a menina deve passar pela sexta cirurgia em dez dias de internamento, tudo para evitar que ela tenha complicações em outros órgãos.
A médica que atendeu Melissa no posto de saúde da localidade de São João dos Cavalheiros, interior de Três Barras, dra Aline Haag, conversou com a reportagem nesta terça-feira, 10. Ela contou que o quadro de Melissa era de amigdalite. “Um quadro extremamente comum. Então perguntei a mãe se ela preferia que eu receitasse medicamentos via oral ou a injeção de Benzetacil, que tem efeito mais rápido. Foi quando ela me contou que a Melissa não gosta de tomar remédio e que, por isso, optaria pela injeção”, conta Aline. A menina estava com 38 graus de febre.
Aline conta que não viu a administração da injeção. A técnica de enfermagem, que tem 15 anos de experiência, aplicou o medicamento na perna da menina, seguindo o protocolo para estes casos. Logo depois da aplicação da injeção, Aline voltou a ver a menina ainda no posto e mediu sua febre, que teria baixado. A médica frisa que a mãe não retornou ao posto, mas mandou uma mensagem por WhatsApp, naquela mesma tarde, relatando a reação. “Nas sextas eu trabalho até o meio-dia no posto, então à tarde nem estava lá. A mãe me mandou a mensagem e eu a orientei a procurar o PA”, afirma.
De fato, a mãe procurou o Pronto Atendimento (PA) de Três Barras no fim daquela tarde, acompanhada do pai da menina, o pedreiro Jucélio Pereira. Conforme o casal relatou à reportagem, o médico que atendeu Melissa falou em alergia e receitou um antialérgico. Como Melissa não melhorou, no dia seguinte eles retornaram ao PA. A médica que atendeu a menina a transferiu para o Jesse Amarante, em Joinville. Depois de cinco cirurgias na tentativa de salvar o membro, a perna da menina foi amputada.
POSSIBILIDADES
Aline e outros médicos ouvidos pela reportagem levantaram a hipótese de Melissa ter desenvolvido a chamada Síndrome de Nicolau. No site da Sociedade Brasileira de Dermatologia, há um relato do que seria essa síndrome. Ela corresponderia a “uma embolia cútis (evento adverso raro, decorrente da administração de medicamentos intramusculares) medicamentosa com oclusão vascular (bloqueio do fluxo sanguíneo) e necrose da pele e tecidos próximos, relacionada ao uso de medicações como antimicrobianos beta‐lactâmicos, anti‐inflamatórios não esteroides (AINEs) e, mais recentemente, preenchedores de ácido hialurônico”.
Na bula de Benzetacil, há uma citação no tópico sobre “Reações adversas a partir de relatos espontâneos e casos de literatura (frequência desconhecida)” que cita como “Sintomas locais: Embolia cutânea medicamentosa (Síndrome de Nicolau), eritema (manchas vermelhas na pele) e hematoma no local da aplicação” e manda que, neste caso, o paciente “informe a seu médico, cirurgião dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também a empresa através do seu serviço de atendimento.”
Dois médicos ouvidos pela reportagem na condição de anonimato explicaram que se fosse um caso de síndrome de Nicolau, a reação não seria tão rápida e poderia levar dias, por isso, na visão deles, é mais provável que tenha sido realmente uma aplicação da injeção em uma veia ou artéria, dada a rapidez com que o quadro evoluiu. Eles ressaltam, contudo, que não examinando a menina fica impossível afirmar qualquer coisa.
PRIORIDADE
A família diz que a prioridade no momento é focar na saúde de Melissa. Eles não procuraram advogado nem a Polícia para registrar boletim de ocorrência e os pais não querem falar com a imprensa no momento.
Eles pedem, apenas, que quem puder ajudar que doe por meio das vaquinhas virtuais abertas pela família. As chaves pix para fazer doações são: melissaluara11@gmail.come 096.892.999-05, em nome de Veridiane Aparecida Alves de Lima.
A família diz que pediu ajuda ao Município de Três Barras, mas receberam a garantia de apenas R$ 24 por dia pelo prazo de 15 dias, o que renderia R$ 360. Após os 15 dias o Município tentaria uma prorrogação.
Procurado, o Município informou que deve emitir uma nota oficial sobre o caso assim que estiver concluída a apuração técnica do ocorrido.
Na manhã desta quarta-feira dia 29 de abril, por volta das 8h, um engavetamento foi registrado no trevo de acesso entre as rodovias BR-476 e BR-153, no município de Paulo Frontin. A ocorrência envolveu uma carreta Scania cegonha, um caminhão Ford/Cargo tipo baú (truck) e um automóvel Chevrolet Corsa, todos com placas padrão Mercosul.
Em conversa com a equipe de reportagem da Studio W, o condutor do Corsa — morador de Porto União, o qual é chef confeiteiro da Panificadora Nosso Pão, de Mallet — relatou que seguia para o trabalho no momento do acidente. Segundo ele, ao chegar no trevo, aguardava para realizar a conversão à esquerda e acessar a BR-153 sentido à Mallet , quando seu veículo foi atingido na traseira por um caminhão furgão.
Ainda conforme o relato, ao sair do carro, ele percebeu que o caminhão havia sido atingido pela carreta cegonha, que supostamente seguia sentido São Mateus do Sul e precisaria acessar o outro lado da via, momento em que acabou colidindo na traseira do caminhão que também aguardava para realizar a conversão, provocando o engavetamento. Com o impacto, o Chevrolet Corsa sofreu danos em toda a parte traseira. Apesar da gravidade da colisão, ninguém ficou ferido.
O motorista informou ainda à reportagem da Studio W que o condutor da carreta cegonha assumiu a responsabilidade pelo acidente, comprometendo-se a acionar o seguro do veículo para cobrir os prejuízos causados.
As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
Equipes dos Bombeiros Comunitários atuaram em duas ocorrências de incêndio entre a noite de segunda-feira (27) e a madrugada de terça-feira (28), no município de Rebouças.
O primeiro atendimento foi registrado por volta das 22h37, em uma residência localizada na Rua Antônio H. M. de Souza. No local, foi constatado que o imóvel estava abandonado e sem mobília. As chamas atingiram parte de uma dispensa na área externa da casa.
Segundo relato de uma moradora vizinha, não foi possível identificar como o fogo teve início, já que o incêndio já estava em andamento quando foi percebido. Antes da chegada da equipe, moradores utilizaram baldes de água para conter as chamas, evitando que o fogo se alastrasse. Ninguém ficou ferido.
Já a segunda ocorrência foi registrada por volta da 00h19, no trevo da localidade de Marmeleiro, na rodovia PR-990. No local, uma carreta foi completamente destruída por um incêndio.
De acordo com o condutor, o fogo teria começado após o travamento das pastilhas de freio. O motorista tentou conter as chamas com dois extintores, porém não obteve sucesso. Ainda assim, conseguiu desengatar o cavalo mecânico a tempo, evitando que o incêndio atingisse a cabine.
Apesar da ação rápida, a carreta foi consumida pelas chamas, resultando em perda total. Não houve registro de feridos.
Na segunda-feira (27 de abril), um homem foi encontrado sem vida em um terreno abandonado na Vila São João, no município de Irati.
De acordo com informações repassadas pelo Corpo de Bombeiros, a equipe do SIATE, que retornava de outro atendimento, foi abordada para averiguar a situação de um possível óbito.
No local, os socorristas constataram que a vítima, um homem adulto, já se encontrava sem sinais vitais.
Diante da situação, foram adotados os procedimentos cabíveis, com o acionamento dos órgãos competentes. A ocorrência permaneceu sob responsabilidade das autoridades policiais.
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a identidade da vítima ou as circunstâncias da morte.