O Paraná registrou mais 44.985 notificações e 23.396 casos confirmados de dengue em uma semana. Há ainda, 10.454 casos descartados. Ao todo, desde 30 de julho do ano passado, o Estado já soma 351.325 notificados, 159.357 casos confirmados, 101.879 casos descartados e 77 óbitos. Os dados são do informe semanal da doença elaborado e publicado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta terça-feira (2).
Ainda de acordo com o boletim, os 399 municípios do Estado já registraram notificações de dengue e 389 tiveram casos confirmados. Apenas 10 cidades não possuem casos confirmados de dengue: Adrianópolis, Agudos do Sul, Doutor Ulysses, Piên, Fernandes Pinheiro, Rio Azul, Paula Freitas, Coronel Domingos Soares, Honório Serpa e Santana do Itararé.
O boletim não registrou novas mortes pela doença. A Coordenadoria de Vigilância Ambiental da Sesa segue monitorando e auxiliando os municípios na investigação e encerramento de óbitos suspeitos por dengue. As equipes municipais de saúde são responsáveis pela investigação das mortes suspeitas pela doença, e, após concluírem os casos, devem atualizar e encerrar as informações no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde.
As 77 mortes já confirmadas pela doença foram registradas nos municípios de Antonina, Chopinzinho, São João, Ampére, Cruzeiro do Iguaçu, Dois Vizinhos, Nova Esperança do Sudoeste, Salto do Lontra, Santa Terezinha de Itaipu, Boa Vista da Aparecida, Capitão Leônidas Marques, Cascavel, Lindoeste, Nova Aurora, Quedas do Iguaçu, Luiziana, Mariluz, Cianorte, Marilena, Paranavaí, Planaltina do Paraná, Mandaguari, Maringá, Sarandi, Apucarana, Arapongas, Cambira, Jandaia do Sul, Cambé, Londrina, Rolândia, Cornélio Procópio, Siqueira Campos, Terra Roxa, Toledo e Ivaiporã.
A Polícia Civil do Paraná concluiu uma investigação sobre um esquema de estelionato contra um casal de agricultores de Paulo Frontin. Dois suspeitos foram indiciados pelo crime, após uma apuração que identificou um prejuízo superior a R$ 150 mil. Ambos já estão presos em Santa Catarina por investigações relacionadas a outros golpes.
Segundo a investigação, os suspeitos eram parentes das vítimas e passaram a intensificar o contato com o casal a partir de 2025, quando souberam do interesse dos agricultores em adquirir um trator para as atividades rurais.
Conforme a apuração, os investigados alegavam que tinham cerca de R$ 9 milhões a receber por meio de um suposto processo judicial, cuja liberação dependeria de procedimentos burocráticos junto a uma seguradora. Para receber o dinheiro, afirmavam que seria necessário antecipar valores referentes a impostos, taxas bancárias, honorários e despesas processuais.
Acreditando que estavam ajudando os parentes a liberar a quantia, as vítimas realizaram diversas transferências bancárias, apresentadas como empréstimos. O prejuízo ultrapassou R$ 150 mil.
Com o passar do tempo, o casal de agricultores começou a cobrar a devolução dos valores, mas o dinheiro prometido não era liberado. A cada cobrança, os suspeitos apresentavam novas justificativas para o atraso, mantendo as vítimas na expectativa de recuperar o montante transferido.
Para dar credibilidade à história, os investigados teriam apresentado documentos atribuídos a uma seguradora, imagens de um aplicativo bancário com saldo milionário e mensagens trocadas por aplicativo. Os pedidos de dinheiro também eram feitos pessoalmente.
Durante a investigação, a Polícia Civil reuniu conversas, documentos, extratos bancários e comprovantes de transferências, que contribuíram para esclarecer a forma de atuação e dimensionar os prejuízos.
A apuração também identificou relatos de outros familiares dos investigados, residentes em Santa Catarina, que teriam sido alvo de pedidos semelhantes. Entre os prejuízos relatados estão aproximadamente R$ 70 mil disponibilizados por um casal e dívidas de cerca de R$ 300 mil contraídas por outra familiar.
Ao final das diligências, os dois investigados foram indiciados por estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal, em situações que envolvem concurso de pessoas e continuidade delitiva.
A Polícia Civil orienta a população a desconfiar de promessas de recebimento de grandes quantias condicionadas a pagamentos antecipados. A instituição ressalta que documentos com aparência oficial, capturas de tela bancárias e referências a processos judiciais não comprovam, por si só, a existência de valores a liberar.
Antes de realizar transferências ou assumir empréstimos, a recomendação é confirmar as informações diretamente com a instituição mencionada, utilizando seus canais oficiais.
O município de Rio Azul contará com uma nova clínica de fisioterapia, que será construída nas proximidades da antiga rodoviária, com investimento superior a R$ 1,3 milhão, viabilizado junto ao Governo do Estado.
Com área de 186,67 metros quadrados, a unidade terá espaços especializados para exercícios terapêuticos, fortalecimento muscular, atendimentos individualizados e reabilitação. O projeto também prevê um jardim sensorial e ambientes destinados ao treinamento de atividades cotidianas, com foco na recuperação da autonomia dos pacientes.
A estrutura deverá beneficiar pessoas em recuperação de cirurgias, vítimas de acidentes, idosos e pacientes com dificuldades de mobilidade, ampliando o acesso aos serviços especializados de saúde e contribuindo para a qualidade de vida da população.
Investigação da Polícia Civil apontou que o suspeito teria cortado mangueiras e cabos de um caminhão durante a madrugada; imagens de câmeras de segurança ajudaram na identificação.
A Polícia Civil do Paraná, por meio da 10ª Delegacia Regional de Polícia de Mallet, indiciou nesta terça-feira, dia 13 de outubro, um homem de 41 anos pelo crime de dano qualificado. Ele é suspeito de sabotar um caminhão estacionado na região central de Mallet, após uma desavença envolvendo uma vaga de estacionamento.
Conforme as informações apuradas durante a investigação, o caso ocorreu na madrugada entre os dias 4 e 5 de outubro. O suspeito, que também trabalha como caminhoneiro, teria ficado irritado após um jovem motorista estacionar o caminhão de uma empresa em frente à sua residência, em um local que ele costumava utilizar para deixar sua própria carreta.
Segundo a Polícia Civil, o homem teria agido de forma premeditada e, utilizando seus conhecimentos técnicos, cortado a mangueira de combustível, os cabos elétricos e a mangueira do sistema de freio a ar do veículo.
O proprietário do caminhão relatou à polícia que, ao tentar movimentar o veículo, percebeu fortes trancos e constatou que não conseguia retirá-lo do lugar, situação que evidenciou a extensão dos danos provocados.
CÂMERAS DE SEGURANÇA AUXILIARAM NA INVESTIGAÇÃO
A identificação do suspeito foi possível por meio de imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades. As gravações teriam registrado o momento em que ele saiu de casa e se dirigiu até o caminhão que foi danificado.
Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil formalizou o indiciamento do homem pelo crime de dano qualificado, previsto no artigo 163, parágrafo único, inciso IV, do Código Penal.
O caso chama a atenção para a gravidade de uma desavença motivada por uma vaga de estacionamento que, conforme a investigação, teria evoluído para uma ação que comprometeu componentes essenciais de um caminhão, incluindo o sistema de freios.
Importante: o indiciamento representa a conclusão da investigação policial quanto aos indícios de autoria e materialidade, não sendo, por si só, uma condenação judicial.
FONTE: 10ª DRP DE MALLET – FOTO: ARQUIVO DA STUDIO W