Uma denúncia envolvendo a presidente da Câmara de Vereadores de Rio Azul, Jussara Martins, veio à tona nesta semana. O Jornal Folha de Irati teve acesso a um boletim de ocorrência que relata a retirada não autorizada de medicamentos de uma Unidade Básica de Saúde no dia 4 de janeiro de 2025 (sábado), quando o local estava fechado. O caso foi descoberto dois dias depois, em 6 de janeiro, após a confissão de uma funcionária da unidade de saúde.
Segundo as atas anexadas ao boletim de ocorrência, a técnica em enfermagem Vera Lucia de Paula Silva admitiu ter retirado os itens juntamente com a vereadora Jussara Martins, entre 16h e 16h30 do dia 4 de janeiro. Entre os medicamentos subtraídos estavam quatro unidades de ceftriaxona IG e quatro agulhas descartáveis de 25×6 mm. No livro de ocorrências, a servidora confirma que a vereadora esteve presente na retirada dos medicamentos.
Esse livro, que não poderia sair da unidade de saúde, foi retirado durante o horário de almoço e levado até a vereadora para que tomasse ciência do que havia sido registrado. Em ato contínuo, em uma segunda ata, consta que a vereadora teria ido ao posto de saúde para “tirar satisfação” sobre os fatos. Todas essas informações estão anexadas ao boletim de ocorrência registrado na polícia.
O documento e as atas indicam que a retirada dos medicamentos não foi autorizada pelas instâncias responsáveis nem acompanhada por um profissional da área. Segundo a Secretaria de Saúde, a servidora que acompanhou Jussara Martins foi afastada até a conclusão das investigações.
O delegado da comarca de Rebouças, responsável pelo caso, Thiago França Nunes, afirmou que “foi instaurado um inquérito para apurar o fato, mas ainda não ouvi ninguém. Nesta semana devo ouvir alguns envolvidos. Ainda não temos confirmação de nada, apenas o registro do boletim de ocorrência.”
A conduta da vereadora levanta questionamentos sobre a separação dos poderes e possíveis excessos no exercício da função pública. No Brasil, a atuação de vereadores deve se restringir às funções legislativas, enquanto a gestão administrativa cabe ao Executivo municipal, representado pelo prefeito. A Constituição Federal, no artigo 49, inciso IX, proíbe que membros do Legislativo pratiquem atos administrativos próprios do Executivo, garantindo o equilíbrio entre os poderes.
O Código de Ética e Decoro Parlamentar das Câmaras Municipais, que pode variar de acordo com cada município, também estabelece normas para que os vereadores exerçam suas funções dentro dos limites institucionais. O descumprimento dessas normas pode resultar em sanções administrativas, éticas ou até na cassação do mandato.
A entrada não autorizada em uma unidade de saúde e a retirada de medicamentos sem a devida permissão podem configurar abuso de poder. Autoridades públicas devem atuar dentro dos limites legais, e o acesso indevido a áreas restritas pode representar infrações administrativas e penais. Dependendo das circunstâncias, a conduta pode ser enquadrada como peculato, caso seja comprovada a apropriação ou desvio de bens públicos.
O Código Penal, no artigo 328, estabelece que “usurpar o exercício de função pública” é crime, com pena de detenção de três meses a dois anos, além de multa, podendo ser agravado se houver obtenção de vantagem indevida.
A presidente da Câmara, Jussara Martins, por meio de seu advogado, se manifestou sobre o caso em nota:
“No dia 4 de janeiro de 2025, a vereadora Jussara recebeu um pedido de ajuda, por meio de uma mensagem, informando sobre o estado delicado de saúde de um cidadão rioazulense, ocasionado por uma grave lesão no ouvido. Por essa razão, empreenderam-se diligências para prestar assistência ao paciente, que foi atendido no Hospital de Rio Azul pelo médico plantonista. Ressalte-se que, ao contrário do que vem sendo divulgado, a vereadora não adentrou a Unidade de Saúde no dia dos fatos, limitando-se a repassar a receita médica para que a funcionária do posto viabilizasse a retirada e a baixa adequada do medicamento no sistema.
Ademais, teve como único objetivo evitar o agravamento da situação de saúde do cidadão. Partindo dessa ótica e repudiando a deturpação dos fatos, há que se ponderar a inexistência de qualquer excesso, abuso de poder, má conduta ou ilicitude questionável por parte da parlamentar, que apenas empreendeu esforços no exercício regular de seu direito para socorrer um cidadão em situação de sofrimento e vulnerabilidade.
Por fim, enfatiza-se que a conduta externada não se enquadra em nenhum dos dispositivos legais mencionados no boletim de ocorrência. Não há qualquer evidência de que a vereadora tenha agido com dolo ou culpa, elementos essenciais para a configuração de qualquer ilicitude. Frise-se: tratou-se de um ato humanitário, desprovido de intenção criminosa.”
A vereadora também publicou uma nota no em seu perfil pessoal do Facebook:
Uma moradora do município de Inácio Martins procurou a Polícia Militar após cair em um golpe de estelionato aplicado por meio do aplicativo WhatsApp. A ocorrência foi registrada por volta das 17 horas desta terça-feira (10), no bairro Cortume.
De acordo com informações repassadas à Polícia Militar do Paraná, a vítima relatou que recebeu mensagens de um número desconhecido que utilizava a foto de perfil de seu filho. Durante a conversa, o autor solicitou que fossem realizadas transferências via Pix, alegando necessidade urgente de dinheiro.
Acreditando estar conversando com o familiar, a mulher acabou realizando algumas transferências bancárias. No entanto, pouco tempo depois, ela foi alertada por sua filha de que se tratava de um golpe.
Ao perceber a situação, a vítima procurou imediatamente sua agência bancária para contestar as transações e foi orientada sobre os procedimentos necessários para tentar recuperar os valores. Posteriormente, ela procurou a Polícia Militar para o registro do boletim de ocorrência.
A polícia orienta a população para que redobre a atenção diante de mensagens solicitando dinheiro, especialmente quando enviadas por números desconhecidos. Em casos de dúvida, a recomendação é entrar em contato diretamente com o familiar por outro número ou realizar uma ligação antes de efetuar qualquer transferência.
Informações da 8ª CIA da Policia Militar/ Colaboração: Repórter Kiko de Oliveira
A edição nº 084 do Jornal W Notícias foi utilizada como material pedagógico em sala de aula na Escola Cândido Maurício Brzezinski, da APAE de Paulo Frontin. A atividade foi desenvolvida pela professora Maria Lúcia Nagurniak, que trabalha com alunos adultos, incentivando a leitura, a curiosidade e o interesse pelas notícias do município e da região.
Durante a aula, os alunos puderam acompanhar as matérias do jornal, comentar o que mais chamou atenção e compartilhar suas impressões sobre os fatos noticiados, tornando o momento de aprendizado ainda mais especial.
A matéria completa estará na próxima edição do Jornal W Notícias, número 085, que será distribuída na próxima semana em Paulo Frontin, Mallet e Rio Azul.
Vale a pena conferir essa história tão bonita que mostra como a informação também pode contribuir para o aprendizado e o desenvolvimento dos alunos.
E tem mais: como no jornal impresso o espaço para fotos é limitado, no site da Studio W você poderá conferir mais imagens dos alunos participando da atividade e trabalhando com o jornal em sala de aula.
Um caso de estelionato foi registrado pela Polícia Militar na noite desta quinta-feira, dia 05 de março, no bairro Lagoa, em Irati.
De acordo com informações do 1º Pelotão da Polícia Militar, por volta das 19h10 a equipe foi acionada para atender uma ocorrência envolvendo um possível golpe aplicado contra uma moradora da região.
No local, a vítima relatou que por volta das 16h um homem chegou até sua residência em uma motocicleta afirmando que tinha uma encomenda para entregar. Inicialmente, a mulher estranhou a situação, pois não havia realizado nenhuma compra. No entanto, como o suposto entregador a chamou pelo nome, ela acabou recebendo o pacote.
Dentro da embalagem havia dois produtos de cosméticos. Após a entrega, o homem informou que precisaria tirar uma foto do rosto da moradora para confirmar o recebimento da encomenda.
Algumas horas depois, ao acessar sua conta bancária, a vítima percebeu que diversas transferências haviam sido realizadas. Em seguida, o sistema bancário ficou indisponível e ela não consegue mais acessar o aplicativo, recebendo a mensagem de que a senha havia sido alterada.
Diante da situação, a equipe da Polícia Militar registrou o Boletim de Ocorrência e orientou a vítima a procurar sua agência bancária para obter o extrato das movimentações realizadas. A mulher também foi orientada a complementar o registro do caso na Delegacia da Polícia Civil, levando os documentos necessários e, se possível, imagens do suspeito que estava em sua residência, para auxiliar nas investigações.
A polícia alerta a população para redobrar os cuidados com entregas inesperadas e evitar fornecer imagens ou dados pessoais a desconhecidos.