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ARTIGO – O mundo precisa olhar para o cooperativismo não como alternativa, mas como caminho

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Manfred Dasenbrock faz uma balanço sobre o Ano Internacional das Cooperativas, que foi celebrado em 2025 Divulgação/Sicredi

por Manfred Dasenbrock

Num mundo que busca caminhos mais humanos, sustentáveis e inclusivos, o cooperativismo se consolida como um modelo capaz de transformar realidades de maneira concreta. Não por acaso, a ONU escolheu 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas. Hoje, o modelo está espalhado por todos os continentes e setores. De acordo com a Aliança Cooperativa Internacional, existem mais de 3 milhões de cooperativas no mundo, reunindo um bilhão de pessoas — cerca de 12% da população mundial. O impacto econômico também é gigante: são 280 milhões de empregos gerados, cadeias produtivas fortalecidas e comunidades inteiras movimentadas, reduzindo desigualdades e criando novas oportunidades.

Esse impacto se torna especialmente evidente quando observamos o papel das instituições financeiras cooperativas. Em um ambiente marcado por concentração bancária, juros elevados e distância física e simbólica entre instituições e pessoas, as cooperativas fazem a ponte que falta. Elas chegam antes — e onde ninguém chega. São mais de 743 cooperativas de crédito no Brasil atendendo milhões de pessoas, muitas delas em municípios pequenos, onde a presença de um único ponto de atendimento pode significar o início de um ciclo de oportunidades. Ao oferecer crédito com taxas mais acessíveis, orientação qualificada e soluções de um modo mais humanizado, as cooperativas promovem a verdadeira inclusão financeira: aquela que não se limita a abrir contas, mas que viabiliza sonhos, investimentos, modernização, expansão e geração de renda real.

Esse é o diferencial central do cooperativismo: ele agrega renda; não retira. O modelo torna isso possível porque o cooperado se beneficia em três dimensões. Primeiro, pelo acesso ao crédito mais justo e com uma abordagem responsável por parte da cooperativa. Segundo, pela economia proporcionada por taxas e tarifas mais adequadas à realidade de famílias, profissionais liberais, empresários e agricultores. Terceiro, pelo retorno financeiro das sobras — o resultado anual da cooperativa — devolvido proporcionalmente aos cooperados É um ciclo virtuoso em que o dinheiro não sai da região, mas circula nela, fortalecendo laços econômicos, estimulando o comércio local e evitando a concentração de recursos nos grandes centros. Diferentemente de instituições tradicionais, o cooperativismo multiplica a renda ao devolvê-la a quem produz e movimenta a economia. A pesquisa da FIPE/USP deste ano, que avaliou dados econômicos de todos os municípios brasileiros, ilustra isso. Nas regiões onde há uma ou mais cooperativas, o impacto agregado em um ano foi de mais de R$ 48 bilhões, 70 mil novas empresas e 278 mil postos de trabalho. Além disso, o cooperativismo incrementa o PIB per capita dos municípios em 5,6%, cria 6,2% mais vagas de trabalho formal e aumenta o número de estabelecimentos comerciais em 15,7%, estimulando o empreendedorismo local.

Um grupo que expressa a força desse modelo são as micro e pequenas empresas. Hoje, 26% das MPEs brasileiras têm relacionamento com o Sicredi, o que revela o tamanho do impacto da presença cooperativa no empreendedorismo nacional. Empreendedores recebem não apenas crédito mais acessível, mas também orientação próxima e soluções adaptadas à realidade dos pequenos negócios, que muitas vezes são o motor econômico de cidades interioranas. Apoiar essas empresas significa estimular empregos locais, fomentar inovação, fortalecer cadeias produtivas e manter viva a economia das comunidades — tudo isso enquanto parte dos resultados retorna para os próprios empreendedores, reforçando o ciclo de prosperidade. No campo, essa lógica cooperativa também se traduz em resultados concretos, fortalecendo elos produtivos do agronegócio e garantindo que pequenos e médios produtores tenham acesso às mesmas oportunidades.

A agricultura familiar é outro exemplo poderoso do modelo cooperativista. Responsável pela maior parte dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, ela sustenta economias locais, preserva identidades culturais, garante a permanência de famílias no campo e sustenta tradições que moldam o modo de vida rural. Quando crédito acessível e orientação chegam a esse público, o impacto é imediato e profundo. Nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, o Sicredi destinou mais de R$ 3 bilhões em custeio e quase R$ 900 milhões em investimentos somente na safra 24/25, beneficiando cerca de 48 mil associados. O crescimento ao longo dos anos impressiona: o volume financiado para agricultura familiar mais que dobrou entre 20/21 e 24/25, refletindo não apenas a confiança no pequeno produtor, mas também a capacidade de transformação gerada quando a política pública se alia ao cooperativismo. Em nível nacional, o avanço se repete: o Sistema Sicredi destinou R$ 12,2 bilhões à agricultura familiar na safra 24/25, quase o dobro do registrado cinco anos antes. Cada safra financiada representa mais do que números — é modernização de propriedades, compra de máquinas, aumento de produtividade, renda distribuída e comunidades inteiras fortalecidas.

No conjunto, o impacto social das cooperativas ultrapassa a esfera financeira. Ele se expressa em educação, cultura, empreendedorismo, inclusão de jovens, desenvolvimento comunitário e sustentabilidade. Só em 2024, o Sicredi destinou mais de R$ 435 milhões a iniciativas de impacto — mais de R$ 1 milhão por dia investido diretamente na sociedade. A soma desses movimentos prova que o cooperativismo é uma resposta contemporânea para problemas antigos: ele reduz desigualdades, amplia oportunidades, fortalece regiões vulneráveis e cria um ambiente econômico mais equilibrado e compartilhado.

É por isso que a ONU discute transformar o Ano Internacional das Cooperativas em uma recorrência periódica. A celebração anual não é suficiente para manter viva a potência do tema. O mundo precisa olhar para o cooperativismo não como alternativa, mas como caminho. O cooperativismo é, afinal, um instrumento contemporâneo para um mundo que não pode mais conviver com desigualdade estrutural e concentração de renda. Onde há cooperativa, a vida melhora. E quanto mais esse movimento crescer, mais próximo estaremos de uma sociedade verdadeiramente inclusiva, sustentável e capaz de gerar riqueza para todos — e não para poucos.

Artigo escrito por Manfred Dasenbrock, presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ e diretor do Woccu (World Council of Credit Unions), único representante brasileiro no conselho

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Chuvas fortes provocam queda de árvores e interditam trecho da BR-153 em Paulo Frontin

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As fortes chuvas registradas no início da noite desta sexta-feira (14) causaram a queda de árvores sobre a rodovia BR-153, no município de Paulo Frontin, provocando a interdição temporária da pista nas proximidades da Cooperativa Bom Jesus.

Os Brigadistas Voluntários de Paulo Frontin foram acionados e realizaram o trabalho de remoção das árvores que obstruíam a via. Após a atuação da equipe, o trecho foi totalmente liberado para o tráfego.

Durante o período em que a rodovia permaneceu interditada, uma longa fila de veículos se formou nos dois sentidos da BR-153, gerando transtornos aos motoristas que passavam pelo local.

Apesar dos danos causados pelas chuvas e dos transtornos no trânsito, ninguém ficou ferido. A atuação rápida dos brigadistas garantiu a liberação da rodovia e o restabelecimento da normalidade no fluxo de veículos.

Informações: Brigadistas Voluntários de Paulo Frontin

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Câmara dos Deputados aprova cassação de CNH para motorista que abandonar animais

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Foto: Divulgação-Detran/Bando de Imagens

Com informações ARede

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (12) um projeto de lei que aumenta as punições para motoristas que utilizarem veículos para abandonar animais. A proposta prevê a cassação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em caso de reincidência dentro de um período de 24 meses. O texto agora será analisado pelo Senado.

Pelo projeto, o abandono de animais com o uso de veículos passa a ser considerado uma infração gravíssima. Na primeira ocorrência, o condutor estará sujeito a multa dez vezes maior e à suspensão do direito de dirigir por 12 meses. Quando o animal abandonado for cão ou gato, o período de suspensão sobe para 18 meses.

Conforme o Metrópoles, a punição aumenta caso o abandono provoque a morte, o atropelamento ou lesões no animal. Nessas situações, a multa será aplicada em dobro. Se o motorista voltar a cometer a infração em até dois anos, a CNH poderá ser cassada.

Medida também abrange embarcações

O projeto também prevê punições para quem utilizar embarcações, como barcos, lanchas e motos aquáticas, para abandonar animais em rios, lagos, baías ou represas.

Nesses casos, a habilitação para conduzir a embarcação poderá ser suspensa por 12 meses. Para abandono de cães ou gatos, a suspensão será de 18 meses. Em caso de reincidência no período de 24 meses, o certificado de habilitação poderá ser cancelado.

Relator da proposta, o deputado Fred Costa (PRD-MG) defendeu que o uso de veículos torna o abandono ainda mais grave, pois permite transportar o animal para locais distantes, dificultando o retorno, o resgate e a identificação do responsável.

De acordo com o parecer, o abandono pode aumentar os riscos de morte, atropelamento, fome, sede, doenças, exposição às condições climáticas e ataques de outros animais.

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Caminhão carregado com piso laminado tomba na BR-153 em Mallet próximo a Colônia Dulcio.

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Um caminhão carregado com piso laminado tombou na tarde de quarta-feira, 12 de agosto, na BR-153, em Mallet. O acidente foi registrado por volta das 15h45, após o veículo sair da pista no trecho entre Mallet e Rio Azul, nas proximidades do km 376, próximo à entrada da Colônia Dulcio.

Com o tombamento, o caminhão ficou fora da pista. O motorista, um homem de 28 anos, sofreu apenas escoriações leves. Ele recebeu atendimento da equipe do SAMU de Rio Azul e, apesar do susto, não apresentava ferimentos graves. Os Brigadistas Comunitários de Mallet estiveram no local.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou os procedimentos necessários, orientou o trânsito e registrou o acidente.

As circunstâncias que provocaram a saída de pista serão apuradas.

Informações: PRF / Repórter Kiko de Oliveira / Studio W

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